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Casal que se conheceu na adolescência se reencontra após 42 anos

A história de amor entre a costureira Amelita Campos de Souza, de 64 anos, e o pedreiro aposentado Marinho Souza Santos, de 71 anos, parece ficção.O ...

Marinho e Amelita se reencontraram

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Marinho e Amelita se reencontraram  (Foto: Leone Iglesias/AT)

A história de amor entre a costureira Amelita Campos de Souza, de 64 anos, e o pedreiro aposentado Marinho Souza Santos, de 71 anos, parece ficção.

O casal se conheceu em 1973, no interior da Bahia, e iniciou um namoro às escondidas, que não durou muito tempo. Depois de anos sem se ver, eles foram surpreendidos pelo destino: se reencontraram em 2015 e decidiram reviver o antigo romance.

Na adolescência, o casamento entre eles não foi aprovado pela família dela. “Antigamente eram os pais que escolhiam quem ia se casar com sua filha”, lembra Marinho. Assim, não demorou muito para que os pais de Amelita encontrassem um noivo que aprovassem.

Após retornar de uma viagem, ele soube que a amada se casaria em 30 dias, com outro rapaz e propôs que ambos fugissem para poderem viver o amor de forma desimpedida, mas Amelita não aceitou a proposta, segundo ela, por obediência aos pais.

Ela viveu durante 37 anos com o marido e teve dois filhos. Após ficar viúva, resolveu voltar para o estado da Bahia. Dois anos depois, ela recebeu um telefonema que mudaria a sua vida. Era o antigo, porém inesquecível, namorado da sua juventude.

O pedreiro foi surpreendido ao saber que ela havia retornado para a cidade, já que ambos não sabiam do paradeiro um do outro. Ele se empenhou em procurá-la e finalmente conseguiu seu telefone.

O reencontro foi emocionante. Incrédulo, Marinho ajoelhou-se. “Ele perguntou se realmente era eu e se aquilo estava acontecendo”, relata Amelita.

A mãe de Amelita, na época ainda viva, espantou-se ao saber da notícia de que a filha havia reencontrado o grande amor de sua vida. Mas logo ela e toda a família acolheram o Marinho e o relacionamento do casal.

Hoje, apesar de ainda não terem oficializado a união, eles vivem juntos há seis anos. Amelita não pensa mais em casamento: “Nós estamos muito bem assim”. Mas ela não abre mão de uma celebração da união entre as famílias.

Para ela, relacionar-se depois dos 60 anos é mais fácil porque ambos são mais maduros e a comunicação é melhor entre os dois. A história do casal é a prova de que o amor pode acontecer em qualquer momento da vida, segundo a costureira.

“Se foi destino eu não sei, mas foi coisa de Deus”, declarou. O mais importante para ela é o sentimento e a parceria deles.

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