O psiquiatra acusado de ameaçar o funcionário de uma loja, que fica em um shopping na Enseada do Suá, Vitória, entregou a arma utilizada à Polícia Civil, nesta sexta-feira (25). O objeto, segundo o advogado Luciano Azevedo, que representa o médico, é uma arma de airsoft.
O funcionário afirma que foi ameaçado com uma arma de fogo após pedir que o psiquiatra usasse a máscara de proteção contra a Covid-19 dentro da loja em que trabalha. O caso aconteceu na noite do último dia 8 deste mês.
De acordo com Azevedo, o psiquiatra alega que o funcionário zombou e ficou fazendo piada dele e, por isso, acabou ficando nervoso e puxou a arma para o rapaz. “Quando perguntei por que ele anda com uma arma de mentira, ele disse que era para se proteger”, disse o advogado.
Luciano Azevedo ainda afirmou estar confiante de que o delegado vai retirar as duas acusações: ameaça e porte ilegal de arma de fogo. “A prisão foi por porte ilegal de arma, mas não é uma arma de fogo e em relação à ameaça, eles vão investigar para entender o porque da reação dele com o menino. Ninguém deve zombar de ninguém, todo mundo deve respeitar todo mundo”.
O homem prestou depoimento, na última quarta-feira (23), no 3º Distrito de Polícia de Vitória, na Praia do Canto, acompanhado de dois advogados. Ao Tribuna Online, a Polícia Civil explicou, também na quarta (23), que as investigações continuam para coleta de elementos de informação a respeito dos crimes, supostamente, praticados pelo médico:
Outras testemunhas ainda devem ser ouvidas pelas autoridades, inclusive, uma que acompanhava o médico no interior da loja. “Todas as medidas legais foram adotadas e estão tramitando dentro do prazo legal. Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada”, informou a Polícia Civil por meio de nota.
Entenda
Na 1ª Delegacia Regional de Vitória, no dia do caso, o funcionário da loja contou aos policiais que, junto a outro funcionário, pediu que o homem colocasse a proteção facial, mas ele disse que não colocaria.
O cliente chegou a dizer que usaria a máscara se quisesse, porque os dois não sabiam com quem estavam falando. De acordo com a vítima, o homem teria sacado a arma após essa fala, por achar que ele e o colega estavam debochando dele.
“(O funcionário) registrou um boletim de ocorrência por ameaça, manifestando o desejo de representar criminalmente contra o suspeito. O caso seguirá sob apuração da Polícia Civil”, diz a nota da polícia enviada à reportagem.