O mar, a baía, o mangue, as pontes, os parques… Vitória é uma ilha cercada por beleza e potencial.
Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a segunda melhor cidade do País para se viver, a capital do Estado chega hoje aos 470 anos. E para moradores e especialistas, o futuro pode ser ainda mais promissor, desde que todos os potenciais sejam aproveitados. O grande desafio é esse.

Ele cita dois exemplos ligados ao meio ambiente: a limpeza de locais como o Canal de Camburi e a criação de parques lineares para ligar as atrações ao ar livre já existentes.
“O futuro passa por criar percursos verdes, ligando, por exemplo, a orla de Camburi e a Ufes. Vitória tem vários bairros com esse potencial. É preciso tornar esses locais mais agradáveis e acolhedores”, opina Eduardo.
Outro futuro inevitável, para ele, é a verticalização da cidade. “Não existem mais áreas de expansão urbana, a cidade terá de crescer para cima”, afirma.
O ideal é criar uma cidade mais “caminhável”, como defende a coordenadora do curso de Arquitetura do Unesc, Luciana Schaeffer.
“Deve ser prioridade. Uma cidade atraente e segura para os pedestres é boa para os outros aspectos, do comércio aos serviços urbanos”.
Coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UCL, Aline Sauer destaca que a capital já possui bons índices de saneamento básico e de renda, além de espaços públicos planejados e áreas verdes. “Isso torna Vitória uma cidade mais humana, e esse é o grande potencial da cidade”, diz.
“Contudo, a cidade exige um bem-estar difuso, igualdade no acesso da população a bens e serviços. Para Vitória se tornar uma cidade com oportunidades iguais, é preciso investir em políticas públicas de sustentabilidade social e ambiental”, acrescenta.
Ela cita, ainda, a necessidade de ocupar áreas centrais subutilizadas que já possuem estrutura, como o Centro. Por lá, estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Faesa já estão de olho no futuro, mapeando imóveis vazios para basear a criação de projetos de ocupação.
“Para além de sua importância histórica e potencial cultural, é necessário que haja estímulo a usos diversificados: comercial, de serviço, residencial de cunho social, institucional e cultural”, ressalta a professora da Faesa Michela Pegoretti.
O que o prefeito diz sobre:

Em entrevista à reportagem, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, falou sobre os projetos que estão sendo realizados no município.
Potencial
“Temos dificuldades em relação ao limite geográfico da cidade, mas temos trabalhado a tecnologia da informação, o fomento ao comércio, ou seja, estamos trazendo, por exemplo, lojas e supermercados para a cidade, por meio da desburocratização. Um investimento ou licença, que antes era avaliado em dois anos e meio, hoje, em alguns casos, é analisado em 48 horas; em outros casos, em 30 dias”.
Investimento
“Com esse pacote de desburocratização das atividades, o setor produtivo volta a investir em Vitória. Nós não temos espaço para grandes plantas industriais, então, temos de investir em tecnologia da informação, prestação de serviço e comércio”.
Geração de empregos
“Temos hoje no centro de Vitória uma alíquota diferenciada, em relação ao ISS (Imposto sobre Serviços ) para as empresas que se instalarem ali. Além disso, neste ano de pandemia, postergamos os vencimentos de impostos. O IPTU, o ISS fixo e variável são vão vencer no fim do ano, sem cobrar juros, sem correção monetária. Isso foi pactuado com o setor produtivo para manutenção dos postos de trabalho”.
Saúde
“No 1º semestre, a prioridade absoluta era a vacinação. Hoje temos mais de 106% da população adulta vacinada com a 1ª dose. Além disso, vamos disponibilizar no 2º semestre consultas por especialidade. Serão, inicialmente, mais de 100 mil consultas e exames de oftalmologia, que é a maior demanda”.
Educação
“Vamos aumentar nossas escolas em tempo integral. Fizemos um programa para atender crianças e jovens com mais necessidade nas escolas. Estamos fazendo um programa de reforço em Português e Matemática, fora do turno regular. Retomamos a obra na Escola Paulo Freire, em Inhanguetá, que estava parada há 11 anos”.
Infraestrutura
“Iniciamos o processo de reforma e manutenção das praças, que estava parado. Quanto ao trânsito, trocamos todas as centrais semafóricas da cidade. Estamos colocando inteligência artificial e leitura de veículos. Temos uma fluidez do trânsito maior”.