Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditar 25 lotes da vacina Coronavac, totalizando 12 milhões de doses, neste sábado (4), o diretor-presidente da instituição, Antonio Barra Torres, afirmou ao jornal O Globo que a população pode ter tranquilidade em relação aos imunizantes e que a medida não causa descrédito à vacina produzida pelo Instituto Butantan.
As doses já haviam sido entregues ao Plano Nacional de Imunização (PNI) e outras 9 milhões de doses que chegariam ao País para ser incorporadas ao plano também tiveram o uso proibido de forma cautelar pela agência.
A suspensão do uso desses imunizantes foi tomada depois que a Anvisa foi informada pelo Instituto Butantan de que esses lotes foram envasados em uma fábrica chinesa que não passou por inspeção da agência. A medida é válida por 90 dias.
Barra Torres informou ao O Globo que não descarta enviar uma missão à China para inspecionar a fábrica onde os imunizantes foram envasados. O diretor-presidente disse ainda que o Butantan “foi transparente”.
O Espírito Santo recebe um lote com 1.100 doses de vacinas que tiveram o uso suspenso pela Anvisa. Deste total, 390 foram encaminhadas à oito municípios e o restantes estava na Rede de Frios da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de acordo com a pasta.
