Atrasos nas viagens para trabalho, consultas médicas e estudos estão entre as principais reclamações de quem utiliza o sistema Transcol para se locomover na Grande Vitória.

Segundo o diretor-presidente da Ceturb, Raphael Trés, no período em que as reclamações foram registradas, houve 4,8 milhões de viagens realizadas e o número de queixas representa 0,025% desse total.
Acostumada a usar os coletivos, a cuidadora Renata da Cruz, 49 anos, reclama que os atrasos são frequentes. Segundo ela, principalmente em horários de pico, os usuários ainda precisam lidar com os problemas de instabilidade do aplicativo Ônibus GV.
“Sempre procuro sair de casa bem antes do horário dos meus compromissos, pois é comum que os ônibus atrasem. Além disso, o aplicativo fica fora do ar e não temos acesso aos horários, o que é muito ruim. Ficamos perdidos sem saber o que fazer”, contou.
Para a estudante Lara Castilho, 23 anos, a realidade também é de constantes atrasos. Ela, que precisa sair de uma cidade para outra para chegar à escola, relata que, apesar do aplicativo indicar um horário para o coletivo passar no ponto, o tempo previsto geralmente não é cumprido.
“Sempre pego os ônibus muito cheios. Além disso, os horários que marcam no aplicativo nunca coincidem com o que os ônibus passam no ponto. Já cheguei atrasada ao estágio por causa disso. O aplicativo até é uma coisa boa, fácil de usar, mas nunca conto com os horários que marcam ali”, disse a estudante.
Desde 2019, os usuários do sistema Transcol utilizam o aplicativo Ônibus GV para saber os horários e informações sobre as linhas que atendem as cidades e os bairros.
Segundo Raphael Trés, o aplicativo possibilita aos usuários do sistema de transporte coletivo registrar reclamações quanto a assuntos relacionados à pandemia, como o não uso de máscaras e também sobre a lotação do veículo. Já as reclamações sobre os atrasos são feitas pelo Disque Ceturb (0800 039 1517).
“Hoje o Disque Ceturb tem essa opção de fazer a reclamação. Mas, ainda sim, é mais usado para que os passageiros obtenham informações sobre o sistema Transcol”, ressaltou o diretor da Ceturb.