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Mapa de risco: “Cenário azul não está desenhado neste momento”, diz subsecretário

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou que, neste momento, ainda não é possível vislumbrar no Estado um mapa de risco ...

Mapa de risco: “Cenário azul não está desenhado neste momento”, diz subsecretário
- O subsecretário da Saúde Luiz Carlos Reblin

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O subsecretário da Saúde Luiz Carlos Reblin (Foto: Divulgação/Sesa)

O subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou que, neste momento, ainda não é possível vislumbrar no Estado um mapa de risco com as cidades na cor azul, o que indica a ausência de risco para a transmissão da covid-19.

“A gente ainda não está trabalhando nessa estratégia porque essa definição do cenário azul seria quando a gente voltasse a absoluta normalidade. Quando não tivéssemos o risco ou risco igual de qualquer outra doença. E esse cenário não está desenhado para nós neste momento”, disse ele.

A expectativa de Reblin é vacinar com as duas doses da vacina toda a população capixaba apta a receber o imunizante.  “Nesse momento, estamos trabalhando com esse mapa de risco baixo, moderado, alto e extremo. Ainda não tem esse cenário de uma cidade ou do Estado isento de risco”, informou.

O mapa de risco foi adotado pelo governo ainda no início da pandemia, em abril do ano passado. É essa estratégia que determina as medidas sanitárias e sociais a serem seguidas pelos municípios.

A classificação das cidades para o grau de transmissão pode ser sem risco (azul), baixo (verde), moderado (amarelo), alto (vermelho) e extremo (vermelho mais forte). 

Desde o início da elaboração do mapa, nunca alguma cidade foi classificada com a cor azul, que representa a ausência de risco para a transmissão da covid-19.

A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias.

Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. A estratégia de mapeamento de risco teve início em abril do ano passado.

O Mapa de Risco segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). As decisões adotadas pelo Governo do Estado seguem parâmetros técnicos.

Novo mapa

O mapa de risco foi divulgado pelo governo do Estado na noite desta sexta-feira (10). A nova classificação traz todos os 78 municípios capixabas no risco baixo (cor verde).

Apesar da conquista de ter o mapa todo verde, o governador frisou que é preciso atenção, pois a positividade dos testes de covid realizados seguem aumentando.

“Estamos com mais de 20% de positividade, já chegamos a 11%. O Sul do Estado está praticamente com 30%. A intenção em UTI, no Sul do Estado, cresceu nessas últimas duas ou três semanas. A taxa de transmissão, o RT, continua acima de 1, ou seja, uma pessoa passa [a covid] para mais de uma pessoa. Estamos preocupados com essa taxa de transmissão”, alertou Casagrande.

O infectologista Lauro Ferreira Pinto explicou que o aumento na transmissão tem relação com a a circulação da variante delta, que já tem casos confirmados no Espírito Santo.

Segundo ele, essa variante é muito transmissível e por isso não dá para falar, no momento em mapa com as cidades no azul.

“Tem mais ou menos, duas ou três semanas que aumentou a transmissão mesmo na Grande Vitória, por causa da variante delta, mas como a vacinação está avançando não temos tantos casos graves, mas os números estão aumentando”, disse.

Uma explicação para que o mapa tenha ficado verde, mesmo com o aumento da transmissão, se dá em função de dois critérios da Matriz de Risco: a ocupação de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a média móvel de mortes dos últimos 14 dias.

“A taxa de ocupação de UTI é medida em cima das UTI’s que o Estado tem capacidade de expandir. A ocupação está muito baixa nesse critério, está girando em 17%,18%, 19%. Esse critério é importante para classificar o risco da cidade, como ele está muito baixo, ele vai pesar muito poucas cidades possam chegar no risco amarelo. Isso aliado ao número de óbitos que está baixo. Estamos com a média perto de cinco óbitos nos últimos 14 dias e é outro componente para uma manutenção da maioria das cidades no risco baixo”, explicou.

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