|
Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:
Enquanto para as novas gerações o uso da tecnologia é algo natural, para os mais experientes é necessário um esforço a mais para se adaptar à era digital. Como reflexo dessa dificuldade em lidar com a internet, muitos profissionais de carreira consolidada acabam fora do mercado.
No Estado, pelo menos 10 mil cinquentões — profissionais com idades em torno dos 50 anos — estão sem trabalhar por esse motivo, segundo levantamento feito por especialistas a pedido da reportagem.
E a situação piorou com a pandemia, segundo a diretora da Psico Store, Martha Zouain. Ela afirma que o nível de exigência do mercado de trabalho em relação ao conhecimento digital aumentou.
Há ainda uma barreira pessoal a ser quebrada, lembrou a mestre em Psicologia Organizacional e do Trabalho Viviane da Mata.
“Pensamentos como ‘não dou conta’, ‘não sou capaz’, ‘estou velho demais para isso’ não colaboram. Se eu quero uma recolocação no mercado, preciso olhar que o mercado mudou e as empresas estão buscando determinados conhecimentos que, se eu não tiver, vou ficar para trás”, frisou.
Ela detalhou que, quando uma pessoa se abre para o quanto aquele conhecimento pode trazer em benefícios práticos para a vida, fica mais fácil o aprendizado.
Analista de relacionamento do Sebrae, Andrea Gama diz que, para quem não tem o obstáculo do acesso à internet, o que diferencia é a forma de encarar o desafio de aprendizagem. “O comportamento eu posso mudar, entender que depende de mim, de estudar, de buscar informação, de pedir ajuda”.
O consultor das escolas da Microlins no Espírito Santo Júlio Rizati lembrou que a internet chegou com força no Brasil em 1994.
E que a geração mais madura teve que migrar do processo analógico para o digital e do digital para o digital intuitivo.
Para ele, essa ruptura pegou a todos desprevenidos. “Eles ainda estão aprendendo o digital e o digital já mudou”.
Mas destacou que é um esteriótipo de mercado partir do pressuposto de que a pessoa que não nasceu com tecnologia, vai saber operar menos que o jovem. “Ela vai ter mais habilidade se a área dela e os gostos dela levarem para isso”, diferenciou.
Única saída para se manter competitivo é estudar
Se manter competitivo no mercado exige aprendizado constante. Nesse contexto, a diretora de diversidade da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Cynthia Molina, ressaltou que a aprendizagem está ligada ao hábito de estudar, de buscar conhecimento.
E esse hábito contribui não só para conseguir as oportunidades convencionais, mas também para outras que estão surgindo. O trabalho remoto abriu um leque de oportunidades para os mais experientes. “Eles estão mais acostumados com a carteira assinada, mas hoje você pode ser consultor, freelancer, microempreendedor individual (MEI), pode ser tanta coisa”, lembrou.
A mestre em Psicologia Organizacional e do Trabalho Viviane da Mata ressaltou que o olhar deve ser atento. “Se a pessoa se permitir abrir possibilidades, ousar, pode ser muito interessante. Pode achar formações com as quais vai se identificar mais e garantir muito mais empregabilidade”.
SAIBA MAIS
Adaptação
A internet chegou com força no Brasil em 1994. Os cinquentões, nesse período, trabalhavam e utilizavam os recursos analógicos para suas atividades. Mimeógrafos, máquina de escrever, fita cassete fizeram parte da vida deles.
Com a chegada da internet, tiveram de reaprender a fazer suas atividades de outra forma. E, como o tempo, os recursos digitais foram ficando cada vez mais intuitivos e eles também precisaram se adequar. Mas nem todos conseguiram.
Importância
Aprender a utilizar a internet e ter o domínio de ferramentas digitais é essencial nos dias de hoje para todos.
Ter o Linkedin atualizado, saber usar ferramentas para reuniões online como Zoom, Google Meet, Microsoft Teams, entre outras, é necessário.
Além disso, os profissionais precisam ter domínio de ferramentas como o pacote office completo que, além de úteis, facilitam o aprendizado de como mexer nos sistemas da empresa na qual for trabalhar.
Estudo
Estar presente nas redes sociais como Facebook, Instagram, WhatsApp e utilizar a comunicação a seu favor é importante. Por isso, tirar um tempo por dia para estudar marketing digital e procurar ferramentas que contribuem para o desenvolvimento das atividades que costuma desempenhar pode ajudar muito.
Professores, por exemplo, devem se dedicar a buscar ferramentas interativas para tornar as aulas online mais atrativas e instigantes para os alunos. Ferramentas como o www.mentimeter.com, por exemplo, permitem ao professor fazer enquete entre os alunos nas aulas remotas. Dessa forma, além de conhecer um pouco mais da opinião da turma, consegue tornar a aula mais divertida.
Aprendizado
Além disso, a internet oferece um universo de novos aprendizados, possibilita as pesquisas para tirar dúvidas, realização de cursos online, leitura de livros, oportunidades de acompanhar palestras com profissionais do mundo inteiro, por exemplo. Também é um canal para se manter atualizado, mas é importante entender quais são as fontes de informação confiáveis e não dar audiência para fake news.
Saber usar
Assim como é importante ter o domínio das ferramentas, é preciso ter o controle do tempo e atenção dedicados a elas, para que a tecnologia continue a ser dominada e não passe a dominar o usuário.
Exposição
Muitas empresas olham as redes sociais antes de efetivar contratações. Fotos com bebidas alcoólicas, posicionamentos radicais, desrespeito, entre outros, podem pesar contra o candidato a uma vaga de emprego. É preciso ter bom senso e saber o que expor ou não da própria vida nas redes sociais.
Antes de fazer uma postagem é importante avaliar o conteúdo e entender o que ele diz sobre quem está postando. “Contribui para melhorar a sua imagem?”
Fonte: Pesquisa AT, ABRH, Júlio Rizati.