- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
ARTE

Pastor faz sucesso com miniaturas de casas

Obras de Antônio Malta, 65 anos, de Guarapari, ganharam repercussão após serem divulgadas em rede social pelo filho

O pastor Antônio mostra as miniaturas que fez para recordar o local onde nasceu, Itapetinga, no interior da Bahia

Última atualização

Ao fazer a miniatura da casa onde cresceu e ter o trabalho publicado nas redes sociais pelo filho caçula, o  artista plástico e pastor Antônio Malta, de 65 anos, ganhou elogios e, até mesmo, encomendas.

O trabalho feito pelo pastor foi um diorama, como é conhecido o tipo de miniatura realista, que possui efeito tridimensional. Na arte, as casinhas ganharam grades, telhas, com direito a lodo e ferrugem. Até a luz do poste acende.

Antônio Malta mora em Guarapari há 26 anos, mas a casinha na cidade natal, Itapetinga, no interior da Bahia, nunca saiu da sua mente. 

“Agora, durante a pandemia, como estava em casa o tempo todo, resolvi fazer uma maquete do lugar onde vivi com os meus pais parte da minha vida. Eu não tinha conhecimento do diorama, mas meus filhos acompanham dois artistas que fazem. Eles me mostraram e, por isso, parti para esse tipo de trabalho”, relata. 

“Não imaginávamos que o diorama fosse tomar essa grande proporção. Depois que meu filho Thiago postou no Twitter dele, muita gente passou a elogiar o meu trabalho e a encomendar outros dioramas”, completa. 

O pastor disse que não é muito ligado em redes sociais, mas ficou feliz com o reconhecimento.

“A repercussão levou muitas pessoas a sonharem em ter um diorama da casa dos pais ou outros lugares que marcaram sua vida. É legal esse reconhecimento”. 

Curiosamente, Antônio nunca tinha feito uma reprodução realista como essa. Sem saber quais os materiais ou   dimensões   deveria adotar, o artista foi fazendo tudo com o que tinha em mente. 

“O diorama, que é a miniatura, foi algo diferente de tudo o que já fiz. Diferente da maquete, que segue uma regra específica de escala, o diorama segue uma regra específica, mas é a que sua alma vai colocar lá. Não se tem o dever de fazer de forma como a escala manda. A miniatura pode ser feita na escala que você acha que deve”, explica. 

O pastor usou PVC para moldar as telhas, massa corrida, cimento queimado e colorido para organizar os pisos, e com outras técnicas envelheceu o calçamento para fazer o efeito de chão de rua. 

“Eu olho   o diorama e vejo exatamente o que eu vivi nessa casa em Itapetinga”, diz, emocionado. 

 













|













Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:



 

“É como  uma viagem ao passado”, diz pastor

Depois de fazer a miniatura da casa onde morou na infância, o pastor e artista plástico Antônio Malta preparou outros dioramas (miniaturas realistas) de lugares por onde passou. 

Uma casinha no sertão nordestino, com uma lagoa na frente, foi  onde ele   trabalhou como pastor. As casas em Maceió (AL) foram outros lugares em que viveu   durante sua juventude. 

“Ao mesmo tempo em que   busquei algo para fazer e passar o tempo ocioso, durante a pandemia, também procurei relembrar os tempos de infância e organizei tudo nos dioramas. É como se fosse uma viagem ao passado”, comenta.

Para fazer a primeira miniatura, Antônio contou com a ajuda de um irmão, para olhar como estava a rua onde morou na infância. Pela internet, os dois conseguiram visualizar o local. Mas a principal parte foi a memória. 

“Morei cerca de 15 anos nessa casa. Tinha três quartos, uma sala e cozinha. O banheiro era do lado de fora. Fiz a fachada, as casas ao lado e a rua exatamente como naquela época. Pelo Google, está um pouco diferente. Então, a rua ficou exatamente como naquela época, não como agora”, relata.

Pintura de telas começou na fase da adolescência

O pastor e artista plástico Antônio Malta revela que a arte entrou na vida dele desde criança e, no início, eram apenas desenhos. Depois, ele  foi se aperfeiçoando sem nunca ter frequentado uma aula de arte. 

Descobriu-se um autodidata, que é justamente essa pessoa que tem a capacidade de aprender algo sem ter um professor ou mestre ensinando.

“A arte é presente na minha vida desde que me entendo por gente. Comecei desenhando, participava de gincanas na biblioteca pública da minha cidade de Itapetinga, na Bahia. Lá pelos 14 anos, comecei na pintura, mesmo sem fazer algum tipo de curso, porque sou autodidata”, relata Antônio. 

A arte, segundo ele, se desenvolve todos os dias. “Não há um artista que diga que é completo, que já alcançou o topo, porque isso não existe. A arte é um aprendizado eterno”, disse. 

Como artista plástico há mais de 50 anos, Antônio Malta  conta que desenha  de tudo um pouco, mas, para ele, a figura humana é algo que faz de melhor.

“O meu forte é a figura humana. Trabalho com arte moderna, abstrata, qualquer linha artística, seja com óleo sobre tela, com acrílico sobre tela.  A arte, para alguns, é a dedicação diária. Para mim, é quando vem inspiração para fazer”, pontua.

Em 42 anos de ministério como pastor, ele também acredita que foi escolhido para essa missão. “A pessoa não estuda para ser pastor. O que faz ser pastor é o chamado de Deus na vida dela”, diz.

“A pessoa estuda para se preparar. Às vezes, faz um curso de Teologia, como eu fiz, mas não vai ser pastor nunca porque não tem o chamado”, completa Antônio Malta, que é pastor na Igreja Restauração na Praia do Morro, em Guarapari.

 













|













Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:



 

Quadros foram parar fora do País

As telas de autoria do artista plástico e pastor  Antônio Malta estão espalhadas por todo o Brasil e algumas foram parar até nos Estados Unidos. 

“São pessoas que buscaram as telas comigo e levaram para fora do País”, relata.

Ao longo da carreira, Antônio participou somente de uma exposição, quando jovem, e toda a sua venda vem de conhecidos. 

“Não tenho uma inspiração cotidiana. Nunca fiz uma exposição individual, mas sempre vendi”, relata o artista. 

“Participei de uma exposição no Recife (PE), aos 22 anos. Levei e vendi a tela de um veleiro saindo da tempestade. Era um tom sobre tom bem diferente”, lembra. 

O tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna, morto em acidente   durante o Grande Prêmio de San Marino,    na Itália, em 1994,     foi   pintado por Antônio Malta várias vezes. 

“Já perdi as contas de quantos quadros do Ayrton Senna eu fiz. Foi um dos maiores corredores do País. É uma inspiração para minhas obras também”, conta. 

 













|













Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda:
Alinhar à direita:
Alinhar ao centro:
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Estilo:



 

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.