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DIA DOS PROFESSORES

Eles mudam a vida dos alunos

Mesmo em meio à pandemia, educadores superam os próprios limites e motivam os estudantes a acreditarem nos seus sonhos

Amor incondicional

Última atualização

Mesmo com as dificuldades diárias da profissão, sobretudo durante a pandemia, muitos  professores da Grande Vitória não desistiram de usar o próprio  dom  para tentar transformar a vida de crianças e adolescentes.

Comemorado hoje, o Dia do Professor deste ano é marcado pelo desafio das escolas   motivarem seus alunos a frequentarem as aulas regulares, devido aos altos índices de evasão escolar.

Na comunidade  de Santa Rita, em Vila Velha,  três educadores se destacam pela intenção de mudar a realidade dos seus alunos: Franciele Sabino Dias de Souza, de 39 anos, Jader Sousa Medrado, 41, e Fernanda Brito Vieira Borges, 36 anos,   da Escola Estadual Galdino Antônio Vieira.

Com o objetivo de ocupar de forma produtiva o tempo dos alunos e torná-los protagonistas do próprio aprendizado, eles criaram oficinas destinadas para vários públicos, como jogos, gastronomia e dança.

Essas  atividades acontecem ao longo de todo o dia (em horário integral) e, paralelamente, são acompanhados por um atendimento individual, que visa discutir até o estado emocional dos pequenos.     

“Um dos nossos alunos, por exemplo, presenciou a morte da própria mãe. Fizemos um acompanhamento lado a lado, até ele colocar para fora o que estava sentindo. Talvez não tinha espaço para isso em casa”, disse Franciele.

Já a empolgação dos alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Ocarlina Nunes Andrade, no bairro São Cristóvão, em Vitória, tem até  nome e sobrenome. Assim que a professora Gislane Santos Gonçalves de Azevedo,  42 anos, pisa em sala de aula, tudo vira uma festa.

 Em fantasias de Mulher-Maravilha, Moana e  Tiana, uma das primeiras princesas negras da Disney, que aparece no filme “A Princesa e o Sapo”, ela  busca trabalhar  a importância da representatividade racial e de gênero usando métodos lúdicos. 

“Tento mostrar que as crianças podem ser qualquer coisa que  elas quiserem ser e, além disso, que  existem diferentes tipos de beleza, não apenas um padrão único”, contou ela, que atua na educação infantil desde 2014.

Escutar para ajudar

 













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Os professores  Franciele Sabino Dias, 39, Jader Sousa Medrado, 41, e Fernanda Brito Vieira Borges, 36, da  Escola Estadual Galdino Antônio Vieira,  em Santa Rita,  Vila Velha, desenvolvem atividades que procuram acolher os alunos.  

 Durante a pandemia, eles inclusive distribuíram cestas básicas para as famílias de alunos que mais necessitavam. “É preciso escutá-los, estar perto da família deles, para que possamos ajudar. Caso contrário, essa criança pode sumir do colégio”, observa Franciele.

Princesa na aula

 













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De uma forma lúdica e divertida, a professora Gislane Santos Gonçalves de Azevedo, 42 anos, que trabalha no Centro Municipal de Educação Infantil  Ocarlina Nunes Andrade, no bairro São Cristóvão, em Vitória,  faz um trabalho  de protagonismo racial e de gênero.

Para isso, ela se fantasia de diferentes personagens, como Mulher-Maravilha e Tiana, uma das primeiras princesas negras da Disney. “Quero que meus alunos saibam que eles são bonitos de qualquer forma”, afirmou.

“Ensino híbrido é desafio”, diz presidente do Sinepe

O presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), Moacir Lellis, afirmou que o principal desafio  enfrentado pelos professores, durante a pandemia, foi adaptar-se de forma integral ao ensino híbrido.

Apesar de já ser uma realidade na maioria das escolas da rede privada, segundo Lellis, as novas metodologias de ensino precisaram ser incorporadas antes do tempo. Ele afirma que as aulas online, por exemplo, estavam previstas somente para daqui cinco anos.  

“Nós temos muito que agradecer a eles, porque  tiveram que se reinventar de uma hora para outra. Nem as escolas nem os professores estavam preparados para o que viria a acontecer”, afirmou.

Para os próximos anos, Moacir prevê que uma das maiores dificuldades para a educação será tornar a covid-19 o “novo normal”. 

“Essa doença veio, não vai embora agora e vamos ter que conviver com ela dentro da sala de aula. Mas, claro, tendo os cuidados básicos, como usar máscara e álcool em gel”, frisou.

“Neste Dia dos Professores (celebrado hoje), quero agradecer o trabalho que eles fazem, pois são peças fundamentais no  nosso processo de educação como seres humanos. A educação transforma as pessoas, e os professores  que contribuem para essa mudança”, completou.

Cuidado com a natureza e as crianças

 













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Até conseguir virar professora na  Escola Municipal Unidocente de Ensino Fundamental (Emuef) Aila Paiva Lube, em Viana, Sonia Valcher, de 54 anos, teve que estudar em locais com goteiras, estrada de chão e até falta de energia elétrica.

Hoje, ela tenta passar para os seus alunos da área rural a importância de preservar a natureza, para que não sintam os impactos da degradação ambiental. “Mostramos que cada plantinha é uma vida nova que está nascendo e que é preciso cuidá-la”, frisa.

Brincadeiras que motivam e educam

 













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Para tornar as suas aulas mais atraentes durante a pandemia, o professor de Educação Física da Escola Arthur da Costa e Silva, em  Cariacica, Roberto Carlos Gomes, de 54 anos, precisou se reinventar. 

Foi quando o professor teve a ideia de fazer brincadeiras que, ao mesmo tempo  que ensinam, buscam explorar  a criatividade e a imaginação dos pequenos.   

 “Apesar das dificuldades da profissão, sinto que, se eu desistir, meus alunos desistirão junto. E não posso deixar isso acontecer”.

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