- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Polícia

Pastor do Sul do Estado é denunciado em Minas por abuso sexual

O pastor evangélico que foi afastado das igrejas de Anchieta e Piúma, litoral Sul do Estado, após denúncia de assédio sexual feita pela própria ...

Jovem de 19 anos afirma que pastor de Guarapari, que morou em Minas Gerais, também cometeu crime contra ela

Última atualização

O pastor evangélico que foi afastado das igrejas de Anchieta e Piúma, litoral Sul do Estado, após denúncia de assédio sexual feita pela própria filha, uma universitária de 21 anos, foi denunciado, em Minas Gerais, por outro caso de abuso.

A denúncia foi feita em uma delegacia da cidade de Contagem, por uma estudante, hoje com 19 anos, que é parente da mulher do pastor. A jovem entrou em contato com A Tribuna e contou que, além de ter sofrido abusos dos 6 aos 9 anos pelo pastor, viu por mais de uma vez o homem passando a mão nas partes íntimas da filha dele.

Jovem de 19 anos afirma que pastor, que morou em  Minas Gerais, também cometeu crime contra ela  (Foto: Acervo pessoal)

Ela disse que não vai desistir enquanto o pastor não for punido. “Não foi só o ato, o abuso, foi tudo que isso gerou na minha vida. Quero impedir que isso aconteça com outras pessoas. Eu tentei impedir que isso acontecesse com a filha dele, mas eu era uma criança e não consegui. É preciso que seja feita justiça”, disse ela.

A estudante é parente da mulher do pastor e acompanhou a adoção da filha deles. A família do pastor é de Minas Gerais e, antes de se mudar para o Espírito Santo, tinha uma convivência muito próxima com a denunciante.

“A gente gostava muito de ir para a casa dela porque era aquela tia que permitia tudo, brincava com a gente. Fui daminha do casamento deles, e sempre fui muito próxima, até eles se mudarem para o Espírito Santo e eu contar tudo para minha avó e minha mãe”, lembrou.

A estudante disse que o pastor usava momentos de brincadeiras para passar a mão no corpo das crianças. “Em uma brincadeira de ‘serra serrador’, ao invés de colocar a filha sentada nas pernas, colocava-a sentada em cima das partes íntimas dele e ficava esfregando o corpo dela nele”, lembrou.

E completa. “Na minha casa, estávamos brincando de ‘esconde-esconde’. Ele nos achou dentro do guarda-roupas, e entrou com a mão onde estávamos, ficou passando a mão nos nossos seios, nossas partes íntimas, e perguntando o que era cada órgão”.

Naquela época, quando o caso veio à tona, a estudante disse que o pastor conseguiu convencer a todos que aquilo não passava de uma história da cabeça de uma criança.

“Agora, maior de idade, eu espero conseguir provar o que ele nos causou, e impedir que outras crianças sofram com ele”, completou.

Advogado nega crimes de religioso

O advogado Vinicius Ludgero, que defende o pastor, garantiu que as afirmações feitas pela jovem são mentirosas, e em mais de 20 anos de ministério pastoral, o líder religioso nunca respondeu, na esfera judicial ou extrajudicial, qualquer processo, procedimento ou ação criminal envolvendo denúncias de abuso ou assédio sexual.

“As acusações formuladas pela denunciante são falsas, uma vez que o pastor e sua esposa tiveram contato com ela uma vez no ano de 2007, por ocasião do casamento, sobretudo porque eles moravam no interior de Minas Gerais e em 2011 já se encontravam no Espírito Santo, portanto, não havia convívio permanente para realizar as brincadeiras mencionadas e principalmente da forma como foi relatada”, descreveu o advogado de defesa.

Vinicius Ludgero afirmou ainda que lamenta as acusações falsas e acredita que as denúncias sejam por vingança, a fim de manchar a imagem do pastor.

“Lamentamos que tais acusações falsas, por motivos escusos e vingativos, tenham vindo a público na tentativa de macular e descredibilizar a imagem do pastor e de sua esposa. No entanto, temos plena confiança na Justiça e a mais firme convicção de que o caso é apurado com imparcialidade, ética e lisura por parte das autoridades competentes”, completou.

Razões

Os motivos de vingança, segundo o advogado, seriam pelo fato de os avós da jovem não terem acreditado nela.

“Quando inventou a história de que o pastor havia passado a mão nela, em meados de 2011, ela saiu como mentirosa perante seus familiares. Dessa forma, ela ficou afastada da casa e da convivência dos avós, por causa dessa mentira. A filha do pastor e a denunciante de Minas Gerais ficaram 10 anos sem se ver ou se falar”, finalizou o advogado.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.