Após um ano e três meses internada no Hospital Materno Infantil Francisco de Assis, em Guarapari, a pequena Alicia teve alta médica.
Ao lado dos pais Ana Paula Rangel Machado, 33 anos, e Paulo Machado, 41, e da irmã Ana Júlia, 11, a bebê se despediu da maternidade, na quarta-feira.
Ela foi aplaudida pelos mais de 50 funcionários que também ficaram emocionados com sua partida.
Alicia nasceu de 7 meses, dentro do carro da família, e a chegada da menina ao hospital mobilizou toda a equipe do plantão. Ela chegou desacordada após sofrer uma parada respiratória.
Entre os profissionais estava a técnica em enfermagem Chalana Nascimento, que na saída fez questão de acompanhar a pequena até a porta.
“Eu acompanhei a Alicia desde o primeiro dia que ela chegou. Ela deu entrada no hospital na placenta da mãe, e chegou em uma parada respiratória. A pediatra começou o processo de reanimação, até que ela começou a respirar e eu também respirei aliviada. Sem conhecer, eu já fiquei apaixonada por ela”, lembra Chalana.
Xodó dos funcionários, a pequena passou a ser chamada carinhosamente de “Mozona”.
O primeiro ano de vida da Alicia foi comemorado dentro da maternidade, e a festa foi organizada pelos próprios funcionários. É a bebê que passou mais tempo internada no hospital.
Antes, nenhuma criança chegou a completar um ano na UTI.
Para a médica Aline Rodrigues de Souza, a saída da pequena é motivo de comemoração. “Hoje é um dos dias mais especiais aqui no hospital. Todos nós já choramos. Trabalhamos para que esse momento acontecesse há muito tempo, e vê-la saindo é um presente, e ao mesmo tempo vamos sentir falta”, disse a médica.
Alicia, além de usar um aparelho respirador para dormir, vai seguir fazendo fisioterapia respiratória e motora, para continuar estimulando o desenvolvimento respiratório.
“Hoje ela está vendo a luz do dia pelo lado de fora pela primeira vez. É um sentimento de gratidão por todas as pessoas que cuidaram dela. Eles (do hospital) são a primeira família que a Alicia conheceu. Foram dias difíceis. Um cansaço físico e emocional, de todos os dias ter que ir para casa e não poder levar a bebê comigo. Graças a Deus esse dia aconteceu”, afirmou a mãe Ana Paula.
