A faxineira Gessi Miranda Pereira, 52 anos, mãe de três filhos, moradora do Distrito de Soturno, em Cachoeiro de Itapemirim, passou por uma situação inusitada quando voltava a pé para casa na última quarta-feira (06), após um dia de trabalho.

O envelope estava preenchido, pronto para depósito numa agência bancária de Cachoeiro.Gessi conta que olhou e identificou o nome de uma loja de material de construção do local onde mora.
Ela, que ganha R$ 400 por mês, diz que em nenhum momento se viu tentada a tomar posse do dinheiro que tinha encontrado, mesmo que ele pudesse ser um alívio em sua vida financeira.
“Se eu fosse uma pessoa sem Deus, sem coração, eu teria pego o dinheiro para mim. Eu não roubei. Eu achei. Mas eu só quero o que é meu, o que eu ganho com o meu suor e como resultado do meu trabalho e das minhas forças”, enfatiza.
A mulher conta que sua casa está em reforma, precisa de terraço e de outras coisas, mas que em nenhum momento pegar o dinheiro passou pela sua cabeça, já que, segundo ela, Deus nunca permitiu que esse tipo de pensamento ocupasse sua mente.
“Eu trabalho como diarista e sei o quanto luto e como as coisas são difíceis. Quando soube o que tinha no envelope logo pensei que quem perdeu também lutou muito para conseguir. Devolvi no mesmo dia, sem dúvida nenhuma de que fiz a coisa certa”, conta.
A dono da loja deu uma recompensa à Gessi Miranda. O valor não foi informado.