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Após 44 anos, primeiro amor vira casamento

Era para ser somente um encontro de amigos da escola, em 2017, mas a professora Magda Baelles Pimentel, de 63 anos, e o engenheiro Ronaldo Pinheiro, ...

Ronaldo e Magda mostram a foto de quando ele tinha 15 anos e ela 14, período em que namoraram por um ano

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Ronaldo e Magda mostram a   foto de quando ele tinha 15 anos e ela 14, período em que namoraram por um ano (Foto: Roberta Bourguignon)

Era para ser somente um encontro de amigos da escola, em 2017, mas a professora Magda Baelles Pimentel, de 63 anos, e o engenheiro Ronaldo Pinheiro, 64, decidiram reviver algo a mais e relembrar aquele primeiro amor após 44 anos distantes.

Na época da escola, os dois namoraram cerca de um ano. Ronaldo foi o primeiro namorado de Magda, e ela seu primeiro grande amor. “Eu era apaixonado por ela. Nem acreditei que nossos destinos não foram os mesmos”, revelou o engenheiro.

Eles começaram a namorar quando ela tinha 14 anos e ele 15. No aniversário de 15 anos dela, Ronaldo foi seu príncipe. A foto ficou no álbum, mas ele nunca chegou a ver.

“Ele nem sabia da existência da foto. Quando o álbum de 15 anos saiu, ele não viu. Ele estava no meu álbum e nunca soube. Quando revirávamos fotos antigas com a família, sempre alguém perguntava, ‘e esse quem é?’ Eu respondia que era o Ronaldo, meu namorado da época. Depois de um tempo diziam: ‘esse é o tal do Ronaldo’”, contou a professora.

Recentemente, a foto com o tal do Ronaldo mudou de lugar, e ganhou espaço em um porta-retratos que foi parar na sala do casal. Os dois passaram a morar em Guarapari há três meses.

“Quando nos reencontramos, eu ainda morava em Niterói, no Rio de Janeiro. Ela morava em Vitória, no Espírito Santo. Eu vim para o Estado algumas vezes e ela foi para lá também. Resolvemos em agosto de 2019 nos casarmos. Ela saiu de Vitória para ir para Niterói. Eu me aposentei, veio a pandemia, e eu queria me mudar do Rio de Janeiro”, disse ele.

“Passeamos algumas vezes em Guarapari, durante minha vinda ao Estado. Em primeiro de julho de 2021, saímos de Niterói, e nos mudamos para Guarapari. Só saio daqui para o exterior. Gostamos muito daqui. Nem usamos carro. Fizemos amizades, e aqui é maravilhoso”.

Ronaldo não chegou a constituir família nesse tempo. “Eu nunca me casei. Fui a muitos casamentos, e entrei com minha irmã gêmea no casamento dela, mas eu mesmo nunca cheguei a me casar”, completa ele. Magda era viúva antes de se casar com Ronaldo.

“Parece um conto de fadas”, diz filha
Magda tem dois filhos, e para a filha, a terapeuta integrativa Flavia Pimentel, 45 anos, a história do casal é como se fosse um conto de fadas. “Eles vivem uma linda história de amor. Conseguiram se reconstruir. E isso é muito legal. Parece um conto de fadas”, disse .

Flávia revela que nunca imaginou o reencontro, e confessa que a mãe está mais feliz com o novo relacionamento.

Devido à pandemia, Magda e Ronaldo comemoraram a união duas vezes, em Vitória, e em Niterói, somente com a família mais próxima.

“De 1973 a 2017, escrevemos a história em livros separados”

O ano que Magda e Ronaldo se viram pela última vez foi em 1973. A ideia de fazer um encontro da turma foi da irmã gêmea de Ronaldo, a Rosângela. O evento aconteceu em 2017, e a hipótese de reencontrar o primeiro amor, e depois se casar com ele, nunca passou pela cabeça dela.
 

A TRIBUNA – Como o encontro aconteceu?
Magda – Quem me achou nas redes sociais foi a irmã gêmea dele. Recebi uma mensagem dela, e eu a reconheci pela fisionomia. Não mudou nada. Quando a vi me procurando, cheguei a levar um susto. O contato era uma tentativa de reunir a turma do ginásio.
A data foi marcada?
O encontro começou a ser marcado em Março de 2017, e em julho de 2017, o encontro aconteceu com 23 amigos. Eram mais de 40 na sala, mas só encontramos os 23.
E nesses 44 anos vocês chegaram a se falar?
Nunca mais nos vimos, nem de ouvir falar dele. Nos vimos novamente 44 anos depois, nesse encontro da turma. Depois disso passamos a nos falar. Eu morando em Vitória, fui para Niterói para a festa.
E o inesperado aconteceu?
Foi nesse reencontro dos amigos da escola que o inesperado aconteceu. De 1973 a 2017 escrevemos nossa história em livros separados. É como se fosse um livro a parte. Além de nos reencontrarmos, o contato com a turma foi maravilhoso.

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