Para exercer a atividade de comércio ambulante na capital, é necessário ter licença prévia do município, concedida por alvará de autorização de uso, disponibilizado pela Prefeitura.
Atualmente, existem 46 pedidos de autorização tramitando na Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec) referentes ao Centro de Vitória. Mesmo assim, há pessoas que realizam o comércio de forma irregular. Somente neste ano, foram registradas 11 denúncias de ambulantes irregulares no Centro, que foram notificados pela fiscalização.
Em locais do bairro, como a Praça Costa Pereira e o Parque Moscoso, comerciantes e clientes perceberam um aumento de vendedores ambulantes e camelôs.
Eles acreditam que a situação tem relação com o desemprego, que já atinge 14,4 milhões de brasileiros, segundo dados do Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o presidente da Associação de Comerciantes do Centro de Vitória, Sidney Ferreira, o trabalho como ambulante é alternativa para os sem renda.
“É um momento difícil que o País está passando, principalmente, depois da covid-19. Acredito que tanto o Estado quanto a Prefeitura possam tentar regulamentar esses trabalhadores”, disse.
Sidney acredita que esse aumento traz benefícios, diante da maior circulação de pessoas e do fato de que os próprios ambulantes passam a consumir no local.
“Mas deve haver uma regulamentação. Às vezes, há ambulantes vendendo verdura em frente a um supermercado”, disse.
Outro ponto negativo apontado por Sidney, quando não há regulamentação, é a desorganização da calçada, que fica congestionada.
Queda no movimento
O autônomo Christopher Ferreira de Souza, 28 anos, que atua como ambulante no Centro de Vitória, percebeu aumento no número de camelôs. Ele afirma que o movimento nas ruas caiu e tem sido difícil para os autônomos. “Não acho que tenha relação com mais ambulantes vindo para cá, porque são produtos diferentes. É só reflexo da cidade menos movimentada”.
Promoções para aumentar vendas
O aumento do desemprego é uma das causas para o crescimento no número dos ambulantes no Centro de Vitória, para o autônomo Geraldo Luiz da Silva, 65.
Ele contou que, apesar do maior movimento, as vendas não aumentaram, por causa da dificuldade financeira dos clientes. “Mas, de vez em quando, tentamos fazer algumas promoções”, disse.
