A chuva de cai com intensidade no Estado desde o último domingo (10) e, após cerca de 48 horas, as cidades capixabas registram diversas ruas alagadas e deslizamentos de terra. Já os moradores e comerciantes desses locais acumulam prejuízos.
De acordo com a Defesa Civil Estadual, em boletim extraordinário divulgado às 11 horas, desta terça-feira (12), Cariacica foi a cidade que registrou o maior volume acumulado de chuva nas últimas 24 horas, contabilizando 145,38 milímetros.

Em Castelo Branco, o muro de uma casa desabou e atingiu dois cômodos de uma residência vizinha. A ocorrência não teve feridos.
A Defesa Civil de Cariacica informou que está monitorando 53 áreas de risco do município e está acompanhando pelo videomonitoramento os pontos de alagamento na cidade.
Já em Vila Velha, um morador enviou vídeo para a TV Tribuna/SBT relatando o prejuízo que teve com a água invadindo a casa. “Está praticamente no joelho, cobriu a canela inteira. Estragou o ar-condicionado e o ventilador”, lamentou ele.

“Minha sogra mora aqui há mais de 50 anos e nunca conviveu, nunca ocorreu um fato como esse. Foi aquela correria, eu moro no andar de cima, correram para me chamar e ajudar a socorrer. Descemos correndo, mas não tinha o que fazer. Estava tudo boiando”, disse ele.
“Socorremos o que poderia socorrer naquele momento. As compras, comida, algumas roupas, mesa e cadeira, o que podia socorrer na hora daquela água toda”, completou.
Em Jardim Marilândia, a rua Felicidade Siqueira foi tomada pela água da chuva e um caminhão do Corpo de Bombeiros circulou pelo local durante a manhã, desta terça.
Em entrevista a TV Tribuna/SBT, o coordenador da Defesa Civil de Vila Velha, coronel Marcelo D’isep, disse que áreas são monitoradas e lembrou que nas últimas 24 horas o município registrou mais de 190 mm de chuva.
“Os pontos que a gente tem de alagamento em algumas ruas e vias acabam sendo impactados mais fortemente. Temos pessoas, realmente, com água dentro de casa e tivemos que olhar algumas encostas”.
Em Viana, moradores dos bairros Santo Agostinho e Verona também sofrem com os alagamentos. A dona de casa Celeste Pereira precisou abandonar a residência onde mora com os filhos e os netos, um deles de apenas seis meses. “Desde ontem [segunda, 11] que lá em casa começou a encher”, explicou ela.
Ela foi para a casa de um parente no mesmo bairro, mas pode ter que sair de lá já que o local também está sendo invadido pela água da chuva. “Tem uma criança pequena que precisa de cuidados, não pode pegar friagem, porque é prematuro”.
O coordenador da Defesa Civil de Viana, Sebastião Almeida, disse que apesar dos alagamentos nos bairros, a situação no município ainda está controlada, já que os próprios recursos da prefeitura têm dado conta de atender as demandas.
“Entretanto, já esperando a situação se agravar de alguma maneira, haja vista que a chuva é intermitente e o rio Jucu com seu nível sendo elevado, já nos antecipamos e solicitamos ajuda humanitária da Defesa Civil Estadual que se colocou a disposição”, afirmou.

