Durante coletiva para divulgar resultado das avaliações diagnósticas da educação no Espírito Santo, o secretário da Educação, Vitor de Angelo, comentou que uma decisão sobre a obrigatoriedade da presença dos alunos na escola deve ser tomada pelo Governo do Estado nos próximos dias.
“Nós estamos discutindo com o Ministério Público também iniciamos uma conversa com a Udine e penso eu que alguma decisão deve sair nos próximos dias sobre a obrigatoriedade da presença dos alunos na escola”, comentou o secretário.

“Quando tomamos no ano passado a medida de desobrigar os responsáveis de levarem seus filhos para escola e de optarem pelo ensino remoto, o cenário era completamente diferente do momento atual. Não parece haver uma razão que explique a continuidade desse direito de não ir à escola, mesmo com as escolas abertas. Hoje a escola representa um risco infinitamente menor do que poderia ter representado em um momento anterior”, comentou Vitor.
O secretário pondera que, apesar da obrigatoriedade, estudantes de escolas que adotam protocolos como o revezamento poderão permanecer neste modo de ensino.
“Quando nós falamos de presença obrigatória, seria a presença nos momentos em que o aluno deverá estar na escola, mas se uma escola faz revezamento semanal, por exemplo, este aluno está nesta semana e não na outra para cumprir o protocolo. Nesta semana em que ele deveria estar, ele passaria ser obrigado a estar, como sempre foi, e na outra semana ele não estaria, mas não por que é facultado, mas sim por que para cumprir o protocolo da Sesa com a Sedu, nós teríamos um revezamento”, explicou o secretário.
O secretário ainda esclarece que os protocolos estabelecidos por portarias da Sesa com a Sedu continuam valendo enquanto persistir a pandemia.
“O protocolo que está estabelecido nas portarias da Sesa com a Sedu, que são esses protocolos que todas as redes escolares usam para estabelecer o seu planejamento no combate a Covid no ambiente escolar, eles continuam valendo. Isso vai persistir enquanto a pandemia existir, até que em algum momento as autoridades de saúde declarem que isso não é mais necessário”, completou.