Para monitorar a circulação das bicicletas na ciclovia da Terceira Ponte, que deve ser inaugurada em maio de 2023, o governo do Estado pretende instalar câmeras em toda a extensão do local.
De acordo com o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, uma central de monitoramento fará o controle de possíveis acidentes, congestionamentos no mirante e até mesmo de eventuais roubos.
“Vamos fazer uma licitação para isso. Se a pessoa que estiver passando por lá descer da bicicleta, tentar escalar a mureta de proteção ou praticar atos de vandalismo, poderemos acionar, na mesma hora, o serviço de emergências”, explicou.
O modelo adotado na ciclovia será parecido com o dos sistemas de monitoramento dos terminais e dos ônibus da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Cetub-ES).
Damasceno analisou ainda que será uma forma de monitorar a frequência dos casos de suicídios, cuja incidência deve ser amenizada pelas grades antiescaladas de três metros de altura.
“A equipe do Central de Controle Operacional ficará de olho 24 horas por dia, para que nada de ruim aconteça”, afirmou.
Começam obras na 3ª Ponte
O projeto de ampliação da Terceira Ponte, que está prevista para ser inaugurada em maio de 2023, vai permitir que mais de 131 mil carros percorram o trecho entre as cidades de Vitória e Vila Velha, todos os dias.
Isso porque, com a expansão da via, a capacidade de fluxo de veículos na ponte terá um aumento de 40%. Atualmente, cerca de 94 mil motoristas passam no local por dia, de acordo com a Rodosol.
Ao todo, a nova estrutura vai contar com seis faixas, sendo três em cada sentido. Hoje, são apenas duas, totalizando quatro pistas em toda a sua extensão.
O governo estadual iniciou as obras na ponte, nesta quinta-feira (15), durante uma solenidade que contou com a presença do governador Renato Casagrande (PSB) e do secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno.
Na ocasião, Damasceno avaliou que a capacidade da estrutura poderá ser ainda maior com a inclusão de uma faixa exclusiva para os ônibus. “Vai aliviar o trânsito em horários de pico”, disse.
Contudo, para efetuar essas mudanças, as pistas já existentes ficarão mais estreitas, com 2,80m; e as proteções central e laterais terão uma largura menor, de 0,6m. As alterações começaramo pela capital.
Damasceno garantiu que, enquanto durar o período de construção, não haverá interdições em cima da ponte durante o dia. Entre 22h e 6h, no entanto, uma faixa de cada sentido será fechada para permitir a passagem do material que será utilizado no dia seguinte.
“O transporte e o içamento das peças serão feitos no período noturno. Já a montagem acontecerá durante o dia, com o apoio do ‘quickdeck’, uma espécie de andaime que fica preso à estrutura da ponte, por baixo”, explicou.
A estrutura que será anexada à ponte nos dois sentidos, como forma de impedir o suicídio, contará com uma grade antiescalada para a proteção, com altura de três metros; além de uma pista de ciclovia, com pavimento asfáltico de três metros de largura.
Próximo ao vão central da “Ciclovia da Vida”, como foi batizada, ainda funcionarão dois mirantes – um em cada sentido. Neste ponto, parte da grade antiescalada será substituída por vidro. Por enquanto, a previsão é que apenas ciclistas poderão ocupar o espaço do mirante.
Os trabalhos estão sendo executados pelo Consórcio Ferreira Guedes Metalvix, com o valor de R$ 127 milhões e prazo de três anos, sendo que os primeiros seis meses foram dedicados aos projetos.

