Foi preso o acusado de roubar e agredir uma sacristã, de 67 anos, dentro da Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara. O caso aconteceu no dia 30 de junho. O homem, de 18 anos, foi preso na última quarta-feira (14), por policiais da Delegacia de Segurança Patrimonial (DSP).
A Polícia Civil vai divulgar mais detalhes sobre o caso, na tarde desta sexta-feira (16), durante uma coletiva de imprensa.
No dia 30 de junho, a idosa estava preparando a igreja para a missa das 19h30 quando o homem entrou na Matriz da Paróquia Nossa Senhora das Graças. Em entrevista ao Tribuna Online, na época do crime, ela deu detalhes sobre a tentativa de latrocínio.
“Ele chegou pedindo para ir ao banheiro, eu falei que podia e ele foi. Geralmente, quando entram pessoas estranhas e eu estou lá sozinha, não fico na minha salinha, fico na igreja. Fiquei perto do altar. Quando ele saiu do banheiro, me perguntou se iria ter missa, eu disse que sim, mas que seria às 19h30, e ele disse que ia esperar”, disse a vítima, que não quis ser identificada.
Segundo a sacristã, a agressão teve início depois que o homem entrou em uma sala da igreja e pegou sua bolsa. Ela foi golpeada com uma garrafa térmica com tampa de inox que o homem carregava na mochila.
“Ele ficou em frente ao altar e eu atrás. Então falei que ele podia aguardar sentado no banco e ele sentou. Eu já estava preocupada e não chegava ninguém. Ele falou: e aquela salinha, lá tem alguém? Eu disse que não. Eu tinha encostado a porta da Eucaristia, mas ele entrou e foi pegando minha bolsa, que estava na cadeira. Eu falei que não tinha nada na bolsa, foi quando ele me deu a primeira garrafada”, disse.
Quando tentava escapar, a sacristã caiu no chão e o homem continuou com as agressões. “Corri até perto do altar, caí e ele continuou me dando garrafada. Lembro que ele saiu correndo e eu saí da igreja gritando. Quando eu cheguei no portão, uns meninos me viram toda ensanguentada e me ajudaram. Um deles chamou o Samu e eu pedi que chamassem meu esposo”, contou a idosa.
Populares conseguiram recuperar a bolsa da vítima, mas o agressor escapou. “Outros meninos correram atrás dele e pegaram a bolsa. Eu nunca tinha visto ele, mas pelo jeito, era morador de rua. Ele estava sujo, com uma mochila grande nas costas e uma toalhinha vermelha na mão”, disse.
Ainda assustada, a sacristã que trabalha no local há quase 19 anos, vai ficar afastada até se recuperar. “Levei vários pontos, mais de 10. Foi horrível. Agora vou esperar minha recuperação para ver como será”, afirmou.
