O Espírito Santo é o único estado da região Sudeste sem casos de Covid-19 pela variante Delta (B.1.617.2), que foi registrada pela primeira vez na ìndia. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que, até o momento, não há casos confirmados e investigação dessa mutação do coronavírus.
Pelo Brasil um levantamento feito pela CNN com as secretarias de saúde mostrou que, pelo menos, sete estados já contam com pacientes infectados por essa variante. Entre eles, estão São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Até a noite desta sexta-feira (16), o Estado havia registrado sete variações do coronavírus em pacientes, conforme a Sesa.
Vale lembrar que, em maio deste ano, um indiano foi diagnosticado com Covid–19 em um hotel na Praia de Camburi, em Vitória, mas exames descartaram a infecção pela variante Delta.
“A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa/ES) informa que não há casos confirmados ou em investigação de infecção pela variante Delta no Estado. Por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES) já foram detectadas em solo capixaba as seguintes linhagens do SARS-COV-2 (Covid-19): B.1.1.143 / B.1.1.28 / B.1.1.33 / B.1.1.7 / B.40 / P.1 / P.2”, informou a nota.
Entre essas variantes já identificadas estão a Alfa (B.1.1.7), identificada primeiro na Inglaterra, e Gama (P.1), registrada incialmente no Norte do Brasil.
A variante Delta tem como maior preocupação em especialistas a maior velocidade com que se espalha. Segundo estimativas, ela é 50% mais transmissível do que variantes anteriores. Com um número maior de infectados, há também maior chance de mais pessoas desenvolverem a Covid-19 na forma mais grave.
Um estudo publicado no fim de junho na revista científica The Lancet também indicou que o risco de internação é maior para uma pessoa infectada pela variante Delta do que para outras variantes.
Outra diferença estaria nos sintomas. No caso da Delta, os sintomas mais comuns são dor de cabeça, coriza, espirros e dor de garganta– inicialmente, mais parecidos com os de uma gripe comum. O mesmo estudo aponta que sintomas que antes eram muito frequentes, como a perda de olfato (anosmia) e a febre, são menos comuns com a variante Delta.
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