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Piloto que sobreviveu à queda de avião deixa hospital e relembra acidente: “Segunda chance”

O piloto Juan Pablo Colera, de 31 anos, que sofreu um acidente aéreo em Guarapari, recebeu alta após 15 dias internado. Juan sofreu queimadura nos ...

Piloto e aluno estavam no avião bimotor que caiu em Guarapari no último dia 4

Última atualização

O piloto Juan Pablo Colera, de 31 anos, que sofreu um acidente aéreo em Guarapari, recebeu alta após 15 dias internado. Juan sofreu queimadura nos braços e no rosto, e chegou a ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular em Vitória.

Na manhã desta quinta-feira (22), o piloto seguiu para sua terra natal, Fortaleza, e por telefone falou com a equipe do Tribuna Online. “Eu só tenho a agradecer por essa segunda chance. Sobrevivemos, e é uma felicidade imensa poder voltar para casa”, declarou o piloto.

Colera conta que foram momentos de muita tensão, após perceber que o motor direito da aeronave parou de funcionar logo após decolar do aeroporto de Guarapari. O acidente aconteceu na manhã de domingo do último dia 4.

Piloto e aluno estavam no avião bimotor que caiu em Guarapari no último dia 4 (Foto: Reprodução/ Roberta Bourguignon)“Tínhamos acabado de decolar e perdemos o motor direito (parou de funcionar). Tentamos reacionar os motores, mas a aeronave não ganhava altitude (não subia). O motor remanescente não conseguia nos manter no ar e fomos perdendo ainda mais altitude. Fomos caindo com o que sobrava de potência, e o avião foi descendo devagar”, lembra ele.

O piloto revela que a opção de voltar para a pista do aeroporto foi descartada, porque em volta do aeroporto tem muitas casas, e se não conseguissem voltar a tempo, poderia cair em cima de alguma, como aconteceu no passado em outro acidente aéreo.

“Optamos por não tentar voltar para o aeroporto, porque passaríamos por cima da cidade, e se não desse tempo, talvez não encontrássemos um lugar livre para pousar. A aeronave estava baixa e não seria seguro voltar. Seguimos perdendo altitude até conseguir pousar, e nos livramos da cidade. A ideia era pousar no campo, mas na área de mata já não tínhamos mais força no único motor que estava funcionando”, completa.

Colera disse que ele e o outro piloto não chegaram a pular da aeronave. Após conseguir chegar ao solo com segurança, eles saíram do avião e logo em seguida houve a explosão. “Estávamos bem perto ainda e o radiação do calor que nos queimou”, disse.

O outro piloto é Carlos Dias, de 71 anos. Este segue internado na UTI, mas o quadro de saúde é estável, segundo a família.

No dia do acidente, Colera recebia instrução de voo do piloto Dias. Era um treinamento de rotina para pilotos.
Investigação

Os investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), iniciaram as investigações do acidente no dia seguinte ao acidente.

O Seripa informou que não poderá passar informações iniciais das investigações e que o caso só será comentado ao final das investigações. “A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir todos os fatores contribuintes”, informou por meio de nota.

A aeronave pertencia a QNE Escola de Aviação Civil, e os responsáveis pela escola acompanharam as investigações no local.

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