A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) investiga se os 15 tripulantes do navio de bandeira da Dinamarca, que atracou no Porto de Capuaba, em Vila Velha, fora infectados por alguma variante do coronavírus, entre elas a Delta.
A embarcação veio do Porto de Santos, litoral de São Paulo, carregada com 20.900 toneladas de óleo diesel e chegou ao Estado, na tarde de segunda (26). O navio está isolado e os trabalhadores cumprem quarentena de 14 dias nas cabines.
Em nota enviada à reportagem, às 18h04, desta sexta-feira (30), a Sesa informou que está monitorando os tripulantes da embarcação, juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Segundo a secretaria, todos foram submetidos ao teste de RT-PCR no dia que chegaram ao Espírito Santo, 15 testaram positivo para covid-19 e, destes, dois necessitaram de atendimento médico tendo sido encaminhados, pela equipe da Anvisa, para um hospital da Grande Vitória.
“Em relação à investigação de novas variantes, o protocolo do Ministério da Saúde estabelece que deve ser realizada a investigação para provenientes da África do Sul, Reino Unido e Índia”, disse a secretaria.
A Sesa ainda explicou que os tripulantes que testaram negativo para a doença serão submetidos a uma nova testagem em 14 dias e, caso haja algum resultado positivo neste grupo, será necessário realizar uma nova quarentena.
No início da tarde, a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) gavia enviado nota informando que 11 tripulantes, no total, foram diagnosticados com a covid-19.
“Foi autorizado pela Anvisa a finalizar a operação de descarga com os próprios tripulantes, de cerca de 5 mil toneladas de óleo diesel que restam”, informou a Codesa.
O combustível é desembarcado diretamente, em tubulações, para o tanque da empresa operadora, detalhou a Codesa.
A companhia ainda esclareceu que todo navio precisa ser registrado em algum país. Apesar deste ter bandeira da Dinamarca, ele é uma embarcação que, há anos, é utilizado no Brasil para cabotagem.
“Cabotagem é quando ele navega de um porto a outro, dentro do mesmo país ou região. Este veio do Porto de Santos. Ou seja, não é um navio de longo curso e, portanto, não faz rotas internacionais”, explicou a Codesa.
