Castigado ao longo de toda a pandemia, finalmente o mercado de trabalho começa a responder positivamente. Isso porque, segundo o balanço divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), 30 mil pessoas saíram do desemprego no Estado.
O levantamento leva em consideração o número de pessoas que foram admitidas subtraído do número de pessoas que perderam seus empregos. Neste caso, o Espírito Santo ficou com um saldo positivo de 30 mil pessoas inseridas no mercado entre janeiro e junho deste ano.
O vice-presidente financeiro da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Fernando Otávio Campos, explica que os setores da Indústria e da Construção Civil foram os mais estáveis durante a pandemia.
“A indústria teve um momento de queda, mas fez até dezembro passado 10 mil vagas. Já recuperou o momento pré-pandemia. Já a construção civil abriu novas oportunidades e continua com essa demanda”, comentou Fernando Otávio Campos.
Para os próximos meses, Fernando Otávio cita os setores de mecânica, eletrônica, petroquímica e mineração como tendências a abrir novas oportunidades no mercado.
“Esses setores estão demandando e vão continuar demandando trabalho nos próximos 12 meses pelo menos”, destacou ele.
“O setor de Turismo ainda está em déficit. Ainda tem saldo negativo de mais de cinco mil empregos. O setor precisa crescer e tem capacidade para crescer cerca de 20% para voltar ao mesmo patamar de janeiro do ano passado, mas isso depende da vacinação”, enfatizou Fernando Otávio, que também é presidente do Conselho Estadual de Turismo (Contures).
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Lino Sepulcri, disse que o setor foi o mais prejudicado pela pandemia, mas que após o mês de outubro passará a contratar novamente.
“Comércio é o principal gerador de emprego no Estado. Estamos nos recuperando, e isso deve continuar até setembro ou outubro. Depois disso vamos passar a admitir novas oportunidades”, estimou Sepulcri, que ainda disse estar otimista, já que o Estado tem cerca 700 mil oportunidades no setor.
Saiba mais
Trinta mil capixabas voltam a ter renda mensal
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Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontaram que o Espírito Santo tem 30 mil capixabas a mais inseridos no mercado de trabalho.
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Os dados são referentes ao período de janeiro a junho deste ano, e o balanço é feito com o número de admissões, menos a quantidade de demissões. Neste caso, o saldo do Espírito Santo foi positivo em 30 mil.
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De acordo com o Caged, os setores que mais contrataram foram indústria, construção e comércio.
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Nesse balanço, o Espírito Santo foi o 12º estado que mais teve pessoas inseridas no mercado no período avaliado.
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Foram 190.701 admissões entre janeiro e junho, contra 160.659 demissões. Os números representam uma variação positiva de 4,05%.
Novos empregos para os próximos meses
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Alguns setores da economia do Espírito Santo já se recuperaram e retornaram ao patamar pré-pandemia de covid-19.
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Em contrapartida, outros ainda estão se recuperando e há a possibilidade de crescimento maior do era antes da pandemia.
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Os setores que já se recuperaram foram o da construção civil, que sofreu impacto no início da pandemia, mas se recuperou rapidamente.
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Atualmente, em algumas oportunidades faltam pessoas qualificadas para o cargo.
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Mecânica, eletrônica, petroquímica e mineração são as tendências de crescimento nos próximos meses no Espírito Santo.
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O setor de turismo tem ainda déficit de cinco mil empregos, mas tem capacidade para crescer cerca de 20% para voltar ao mesmo patamar de janeiro antes da pandemia do novo coronavírus.
Fontes: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged); Fernando Otávio Campos, vice-presidente financeiro da Findes; e José Lino Sepulcri, presidente da Fecomércio.
