Os vereadores de Vitória devem votar na próxima semana um projeto para colocar no fim da fila da vacinação contra a Covid-19 aquelas pessoas que querem escolher com qual imunizante vão se vacinar, o chamado “sommelier de vacina”.
O regime de urgência da proposta de autoria do vereador Anderson Goggi (PTB), foi aprovado na quarta-feira (7), conforme informou a coluna Plenário, do jornal A Tribuna, desta sexta-feira (9).
O projeto estabelece que aquelas pessoas que comparecerem as unidades básicas de saúde ou postos de vacinação e recusarem a aplicação do imunizante disponível não poderão ser vacinados até que todo o calendário do Plano Nacional de Imunização (PNI) seja cumprido.
“A recusa será documentada por um termo de responsabilidade, que deverá ser assinado pela pessoa ou, se esta se recusar, por duas testemunhas no local”, diz trecho do Projeto de Lei apresentado à Câmara.
Com o avanço da vacinação e a inclusão de novas vacinas ao PNI, tornou-se prática por parte de algumas pessoas querer escolher a vacina para a imunização, acreditando que uma seja mais eficaz do que a outra ou possa ter menos efeitos colaterais.
Dessa forma, essas pessoas, que nas redes sociais passaram a ser chamadas de sommelier de vacina, atrasam o calendário de vacinação e prejudica outras naqueles casos em que a pessoa agenda a vacina, mas se recusa a tomá-la ao descobrir que não é o imunizante de sua preferência, impedindo outra pessoa de receber a vacina.
“Isso é um desrespeito aos familiares dos que não tiveram a mesma oportunidade. Em um ambiente de pandemia, onde o número de mortos no Brasil já ultrapassa 525 mil, é absurdo”, afirma Goggi.
O vereador ainda ressalta que segundo o Ministério da Saúde, e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), todas as vacinas em uso no Brasil são semelhantes em segurança e proteção para casos moderados a graves de Covid-19.
Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e as prefeituras garantem que todas as vacinas são seguras e eficazes contra a Covid-19.
Com a aprovação do regime de urgência, os vereadores têm até três sessões ordinárias para colocar o projeto em votação na Câmara. A expectativa é que a matéria já seja colocada para votação no Plenário da Casa de Leis na próxima segunda-feira (12).
A Prefeitura de Vitória foi procurada pela reportagem sobre o projeto.
“A Prefeitura Municipal de Vitória informa que a Câmara Municipal de Vitória possui total independência para debater essa relevante questão. Após a discussão e votação do referido Projeto de Lei, ele será analisado pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Procuradoria Geral do Município”, disse a nota.
