Uma aluna de uma escola municipal de Vitória fez uma denúncia contra o porteiro da unidade de educação. A criança afirma ter sido assediada sexualmente pelo homem e o caso já está sendo investigado pela polícia.
Em entrevista ao Tribuna Online, a secretária municipal da Educação, Juliana Rohsner, explicou que a informação chegou à diretoria da unidade na tarde desta quinta-feira (8). No entanto, o caso não teria acontecido no mesmo dia da denúncia.
“Logo que a diretora começou a ouvir o relato, acionou a secretaria de educação e, imediatamente, encaminhamos uma equipe de atendimento à criança para a escola e a Guarda Municipal, por ser um possível caso de assédio sexual”, afirmou Rohsner.
Antes mesmo de chamarem os pais da menina para a escola, a mãe dela chegou ao local, porque teria visto uma atualização no Whatsapp da criança, onde ela dava a entender que estava passando por algo na escola. A menina é aluna do Ensino Fundamental II.
De acordo com a secretária, o acusado, que trabalha na escola há quatro anos, por meio de uma empresa terceirizada, já foi afastado. “Ele não volta a trabalhar em nenhuma de nossas unidades enquanto estiver com um processo aberto”, frisou.
Questionada se haveria outras denúncias contra o porteiro, Rohsner afirmou que não foram encontrados outros registros. “Todas as escolas têm um procedimento padrão para casos dessa natureza, que incluem o preenchimento de um formulário, e nós não encontramos nenhum relacionado a ele (acusado)”.
“É importante frisar que a escola fez o papel dela, de acolher a criança, ouvir as partes e acionar as autoridades responsáveis. Nós precisamos reafirmar publicamente a luta pelo combate à violência e mandar um recado, enquanto sociedade mesmo, de que a gente não vai tolerar isso”, finalizou a secretária.
Depois que a criança foi ouvida na escola, todos foram encaminhados para a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde foram ouvidos formalmente pela polícia. Após o depoimento, o porteiro foi liberado.
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que um inquérito policial foi instaurado na DPCA para apuração integral dos fatos. “Maiores informações não serão repassadas a fim de preservar as investigações”, diz o comunicado.
