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Economia

Caminhoneiros dizem que vão parar dia 25

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) convocou caminhoneiros para paralisação a partir do dia 25, e o setor já fala em ...

Caminhoneiros parados em Viana se negaram a deixar o local e exigem novas condições para voltar ao trabalho.

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Caminhões parados na BR-101 em Viana durante paralisação de 2018 (Foto: Rodrigo Gavini)

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) convocou caminhoneiros para paralisação a partir do dia 25, e o setor já fala em repetir a greve de 2018, que durou 10 dias e parou o País.
Um dos porta-vozes da categoria no Estado, o caminhoneiro Ubirajara Nobre, o Bira, disse que os profissionais estão se mobilizando neste mês para uma paralisação por tempo indeterminado.

“Os caminhoneiros já estão se mobilizando porque os combustíveis estão levando 70% do frete, e o presidente da Petrobras (Joaquim Silva e Luna) não fez nada para acabar com essa política e para baixar os preços”, afirmou.

Bira afirmou que a categoria apoia o presidente Jair Bolsonaro, mas que a situação envolvendo o preço dos combustíveis está insustentável. “A gente apoia e gosta muito do governo atual, mas a insatisfação está grande. Um período de paralisação semelhante à 2018 pode vir a acontecer, sim”.

A data foi escolhida por ser o dia de São Cristóvão, padroeiro da categoria. Em nota divulgada no último dia 17, a entidade, que diz representar sindicatos, associações e cooperativas de caminhoneiros em mais de 20 estados brasileiros, critica a política de preços praticada pela Petrobras.

“O CNTRC lembra que os reajustes nos preços dos combustíveis promovidos pela Petrobras, sem explicações adequadas, ferem inclusive determinações do CDC (Código de Defesa do Consumidor). Simplesmente aumentam os preços e nos apresentam a conta”, afirmou em nota.

Entre os empresários do setor, o clima mudou. Se no início do ano a análise era de que uma paralisação dos trabalhadores autônomos estava fora de questão, agora a possibilidade já é admitida.

O superintendente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística no Espírito Santo (Transcares), Mário Natali, confirmou que é grande a insatisfação dos profissionais por conta do aumento do combustível, mas disse que ainda não há informações concretas sobre a paralisação.

“Só posso dizer que tudo é possível”, disse ele, que, em janeiro, havia dito que o setor fazia um “esforço coletivo” para não haver greve.

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