A ampliação da cobertura vacinal contra a covid-19 proporcionou a retomada de atividades econômicas e sociais, com maior número de pessoas circulando pelas ruas e também interagindo. No entanto, apesar do governo estadual seguir com a recomendação do uso da máscara, há quem saia de casa sem o equipamento de proteção, após a redução no número de casos, internações e mortes pela doença.
Para o infectologista Paulo Peçanha, a não utilização da máscara é um dos fatores que tem relação com o aumento de casos de gripe no Espírito Santo nos últimos dias.
“A gente paga um preço por não estar usando a máscara. A gente precisa continuar usando a máscara por conta da covid e da gripe”, afirmou o médico.
Peçanha explica que o vírus Influenza, causador da gripe, também é de transmissão respiratória, da mesma forma que o coronavírus. A contaminação acontece por meio das gotículas que saem da boca quando a pessoa fala, espirra e tosse. No entanto, também há a transmissão pelo contato, quando alguém toca em maçaneta de portas ou outras superfícies contaminadas por secreções.
“Vacinar contra a covid e gripe, manter distanciamento, evitar aglomeração e manter o uso de máscara. Vale a pena também manter alguns cuidados de higiene, como lavar sempre as mãos e o usar o álcool em gel”, orienta o infectologista sobre como se prevenir.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância (Cievs) está avaliando o cenário que, inicialmente, apresenta indicadores para epidemia de influenza no Espírito Santo. “A Sesa aguarda resultados de sequenciamentos genéticos que foram encaminhados para Fiocruz”, disse a nota.