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Polícia

Homem que matou ex-namorada com submetralhadora é condenado a 28 anos de prisão

Guilherme Mamede, 29 anos, foi condenado por matar a ex-namorada Rayssa da Silva Souza, de 15 anos, com um tiro na testa, em Cariacica

Rayssa da Silva Souza foi assassinada com tiro de submetralhadora
Foto de perfil de Layna Cruz

Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização

O Tribunal do Júri condenou, na última terça-feira (29), Guilherme Mamede Santos a 28 anos de prisão pela morte da ex-namorada Rayssa da Silva Souza, de 15 anos à epóca do crime. A pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. 

Rayssa da Silva Souza foi assassinada com um tiro de submetralhadora que atingiu sua cabeça. O crime ocorreu dentro da casa do tio da vítima, em Vila Prudêncio, Cariacica, no dia 24 de abril de 2021. 

Guilherme Mamede, de 29 anos, foi condenado pelo crime de homicídio triplamente qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.

O feminicídio é tipificado como crime autônomo, com a maior pena privativa de liberdade prevista no Código Penal brasileiro: entre 20 e 40 anos, desde 2024. De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), a dosemetria da pena foi impactada diante do fato de que na época do assassinato, o feminicídio ainda não era uma qualificadora do crime de homicídio. 

Relembre o caso 

Em entrevista cedida à TV Tribuna na epóca dos fatos, a avó da vítima contou que Rayssa e Guilherme mantinham um relacionamento conturbado há dois anos, marcado por agressões e ameaças. 

“Eles viviam brigando. Ela queria separar e ele ameaçava ela e a família. Eles estavam envolvidos há uns 2 anos e ele agredia ela”, disse a dona de casa, de 55 anos, que não quis ser identificada.

Segundo a família de Rayssa, um dia antes do crime, a adolescente recebeu uma mensagem de áudio do namorado enquanto estava escondida na casa de uma prima. Na gravação, Guilherme fez diversas ameaças e disse que ‘a coisa ia ficar feia’ quando encontrasse a adolescente.

Na manhã do dia seguinte, quando estava na casa dos pais, Raissa foi procurada pelo rapaz, que foi até lá pedindo para conversar e dizendo que tudo ficaria bem. A adolescente saiu da casa dos pais acompanhada pelo namorado e os dois foram até a casa de um tio de Raissa, em Vila Prudêncio, onde ela foi alvejada com um tiro na testa. 

Guilherme fugiu logo após o crime e seguiu foragido até 2022, quando foi preso. 



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