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Grande Vitória vai ter 20.768 novos imóveis a partir deste ano

Vila Velha lidera com 10.369 unidades em construção. Mercado tem 72,8% das ofertas vendidas, apesar da queda nas vendas

Jardim Camburi lidera em número de novos imóveis na capital

Última atualização

Quatro cidades da Grande Vitória vão receber pelo menos 20.768 imóveis residenciais a partir deste ano. O dado é do 47º Censo Imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), divulgado ontem.

Vila Velha, Vitória, Serra e Cariacica concentram grande parte do desenvolvimento imobiliário no Estado, com destaque para a região de orla e bairros centrais.

A cidade canela-verde é o eixo principal dos projetos da construção civil, aponta o diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-ES, Eduardo Borges. No município, são 10.369 residências em construção no primeiro semestre de 2026.

O número é maior do que o registrado no segundo semestre (9.801) e no primeiro (8.977) de 2025. Para Borges, essa tendência é explicada pelas praias e opções turísticas, mas também devido à legislação predial.

“Há muito tempo é a cidade mais avançada para a verticalização no seu Plano Diretor. Possui índices melhores, com os quais é possível fazer mais apartamentos com um terreno menor. Isso estimula a verticalização e atrai o comprador local e de fora do Estado”, comenta.

O censo também apresenta a quantidade de imóveis livres para a venda. São, ao todo, 5.750 unidades disponíveis atualmente, considerando os imóveis em construção e já entregues. O valor corresponde a 27,2% dos imóveis lançados pelas construtoras.

Esse cenário, segundo Borges, reflete um comportamento saudável do mercado. “O número de 72,8% vendidos está muito próximo da série histórica. Isso evidencia que o empresariado está olhando o mercado. Se o mercado ver que está caindo muito, próximo a 60%, ele prefere esperar (para lançar mais)”, explica.

O ritmo de vendas, embora menor do que os anos de 2024 e 2025, ainda permanece aquecido nas principais cidades.

Houve uma redução de 10% nas vendas no primeiro semestre de 2026 ante o mesmo período de 2025. Quando retirados os distratos, ou seja, a desistência da compra, a diferença é de 20%.

Cerca de R$ 740 milhões deixaram de ser investidos por compradores no 1º semestre de 2026. No segundo semestre de 2025, foram R$ 390 milhões em distratos de contrato, segundo os dados.

Os detalhes

Pesquisa

O 47º Censo Imobiliário do Sinduscon-ES aponta que a Grande Vitória fechou o primeiro semestre de 2026 com 21.311 unidades imobiliárias em produção, englobando empreendimentos residenciais e comerciais.

O levantamento foi realizado junto a 74 incorporadoras e cobriu os municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica entre janeiro e junho de 2026. Viana também foi mapeada, mas não apresentou dados.

A modalidade de incorporação a preço fechado domina o mercado, com 19.769 unidades (89,2%), enquanto a incorporação a preço de custo responde por 1.542 unidades (10,8%).

Vila Velha

Praia da Costa, Itaparica e Itapuã concentram a maior parte das obras, somando 7.861 unidades em produção.

A cidade canela-verde lidera o mercado imobiliário regional com 10.653 unidades em produção (comercial e residencial) distribuídas em 140 empreendimentos (88 residenciais e 52 comerciais/mistos).

O município concentra 50% do total de imóveis em construção na Grande Vitória e registra 76,3% de suas unidades já vendidas.

O preço médio do metro quadrado privativo para imóveis residenciais de médio e alto padrão (MAP) varia de R$ 10.143 (2 quartos) a R$ 17.560 (4 quartos ou mais).

Serra

A região de Laranjeiras (Morada de Laranjeiras, Jardim Limoeiro e Parque Residencial Laranjeiras) lidera a atividade local com 2.452 unidades em obra.

Nos imóveis enquadrados no Minha Casa Minha Vida, o metro quadrado médio na cidade ficou em R$ 6.932 para unidades de 2 quartos.

A cidade ocupa o segundo lugar em volume com 5.503 unidades em produção em 24 empreendimentos. O município concentra 25,8% da oferta total da região e apresenta um índice de comercialização de 64,7% das unidades.

Vitória

O bairro Jardim Camburi lidera o volume de obras na capital com 2.295 unidades, seguido pela Praia do Canto (e entorno) com 1.761 unidades.

Vitória soma 4.462 unidades em produção espalhadas por 79 empreendimentos. O mercado da capital foca na expansão residencial de alto valor e registra taxa de vendas de 75,5% do estoque em obra.

A cidade tem os metros quadrados mais valorizados da região no segmento MAP, atingindo R$ 20.211/m em unidades de 3 quartos e R$ 23.404/m nas tipologias de 4 quartos ou mais.

Caricacica e Viana

Os bairros Campo Grande (413 unidades), Tucum/Itacibá (200 unidades) e Santana (80 unidades) concentram a maior parte das obras em Cariacica.

A cidade registra 693 unidades em produção distribuídas em 7 empreendimentos, representando 3,3% do total da Região Metropolitana. O percentual de vendas sobre a produção é de 66,2% das unidades.

Já Viana não apresentou lançamentos ou empreendimentos em produção mapeados durante o período do censo.

Fonte: Sinduscon-ES



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