Desde os primeiros meses do ano, as discussões sobre a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara de Vitória esquentaram os corredores e o plenário da Casa. Agora, ao que tudo indica, a situação começa a se pacificar.
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Os vereadores do G-15 — grupo que apoia Dalto Neves (SDD) à presidência — se reuniram na quarta-feira para reafirmar o apoio ao vereador.
Entre eles, a avaliação é de que os nomes ligados à Prefeitura de Vitória não têm sequer o mínimo de sete integrantes para inscrever uma chapa.
A diferença em relação aos meses anteriores é de que a prefeitura deve indicar nomes para compor a Mesa que sejam mais alinhados ao Executivo do que os que fazem parte da oposição.
Ou seja, a chapa não deve ser exclusivamente de oposição à gestão de Cris Samorini (PP). A expectativa é de que o projeto deva ser pautado na primeira semana após o segundo turno.
Na contramão do STF
Enquanto se debate a aprovação das emendas impositivas pela Assembleia Legislativa, em 1,55% do orçamento estadual, a Câmara de Linhares saiu na frente e foi além do estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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O Legislativo da cidade, segundo apuração da coluna, aprovou a fatia em 2%, superando o limite fixado pela Corte.
Como vai ficar?
A medida garante R$ 23 milhões divididos entre os 17 vereadores em 2027. O impasse recai sobre a prefeitura, que deve incluir o montante na LOA até 30 de outubro.
O presidente da Casa, Roninho Passos (Pode), pretende a partir da próxima semana, começar a dialogar com os demais vereadores para fazer o ajuste seguindo a porcentagem de 1,55%.
Luta ferrenha
O Estado registrou, no primeiro turno das eleições de 2026, a maior abstenção dos últimos 24 anos. Quase 640 mil eleitores aptos a votar não compareceram às urnas no último dia 4 de outubro.
Agora, a estratégia dos candidatos ao governo Lorenzo Pazolini (Rep) e Ricardo Ferraço (MDB) é tentar convencer parte desse eleitorado a votar no segundo turno, no próximo dia 25, e conquistar esses votos para si. A tarefa, porém, não é simples.
Daqui a pouco começa…
Faltam apenas alguns meses para diversos gabinetes da Assembleia Legislativa serem desocupados por deputados que não se reelegeram no pleito deste ano.
Como acontece em praticamente toda legislatura, a disputa pelas salas deve “correr solta” pelos andares da sede do Legislativo.
Encontro com a juventude mirando a reta final
O candidato ao governo do Estado Ricardo Ferraço (MDB) participou ontem de um evento intitulado “Encontro com as juventudes”, no comitê central de campanha, em Vitória.
A coluna apurou que a organização do evento abriu diálogo com juventudes partidárias que estão, inclusive, fora da coligação de Ricardo, além de juventude religiosa de diversas denominações e também grupos empresariais.
Aposta nesse público para o chamado “vira voto”.
“Vitória dos trabalhadores”
Deputada federal Jack Rocha (PT), coautora de uma das propostas que deram origem à PEC da escala 6×1, acompanhou a votação no Senado e comemorou a aprovação.
Para ela, a medida representa conquista histórica dos trabalhadores, após anos de mobilização por mais tempo para descanso e convivência familiar.
Parlamentar desabafou
José Esmeraldo (União Brasil), que se reelegeu deputado estadual neste ano, desabafou durante a sessão:
“Foi uma eleição que as pessoas votaram não no indivíduo que trabalha, que ajuda, resolve, mas na ideologia. Essa eleição foi ideológica. Por isso que a votação de pessoas como nós, me incluo, foi baixa”, ressaltou.
Parlamentar desabafou II
“Isso é muito lamentável. O trabalho, hoje, está sendo pouco valorizado”, finalizou o experiente deputado.