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Economia

Indústria prevê custo extra de até R$ 4,5 bilhões por ano com fim da 6×1

Findes e CNI alertam que PEC que acaba com a escala 6x1 pode elevar custos trabalhistas em bilhões no Espírito Santo.

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Eliane Proscholdt

Graduada em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo Faesa, Vitória-ES, em julho de 2000, atua como repórter especial multimídia em A Tribuna (Grupo Nassau Editora Rádio e TV), ao lado de Francine Spinassé. Ingressou na empresa em dezembro de 2000, acumulando experiências em todas as editorias.

Última atualização

A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 acendem um alerta em outros setores, com custos extras.

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) consideram preocupantes os impactos que serão gerados com a aprovação da PEC 221/2019, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece o fim da escala 6×1.

“Segundo estudo da CNI, a previsão de aumento dos custos com mão de obra formal é da ordem de R$ 3 bilhões a R$ 4,5 bilhões anuais para as empresas do Espírito Santo, o que elevaria de 4,6% a 6,9% os custos atuais com colaboradores”, revelou o presidente da Findes, Paulo Baraona.

Os valores variam a depender da escolha das empresas: pagar horas extras ou contratar novas pessoas. No Brasil, esse custo pode chegar a quase R$ 270 bilhões.

Para micro e pequenas empresas, com menor capacidade de absorver novos custos, o efeito será ainda mais expressivo. De acordo com a CNI, empresas com até nove colaboradores teriam aumento de custos com pessoal de 6,9% em novas contratações e de 10,3% se pagassem horas extras.

No caso das empresas que possuem de 10 a 49 colaboradores, esse custo variaria de 6,8% a 10,2%. Para as empresas com 50 a 99 empregados o custo seria de 6,4% a 9,5%.

“As consequências dessa mudança podem alcançar investimentos, preços, produção e geração de empregos formais. Por isso, sempre defendemos que uma alteração dessa magnitude deveria ser precedida de uma avaliação consistente dos seus efeitos sobre toda a economia”, destacou Baraona.

Por fim, reafirmou que não é contrário ao debate sobre novas formas de organização do trabalho. “Entendemos, porém, que uma mudança dessa dimensão exige diálogo, critérios técnicos e uma análise cuidadosa das consequências para trabalhadores, empresas e para a economia”.

Já a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) informou que acompanha os desdobramentos para a promulgação da PEC.

Por meio de nota, assinada pelo superintendente da Acaps, Hélio Schneider, a entidade disse que permanecerá acompanhando a implementação das novas diretrizes, atuando no diálogo institucional e orientando os supermercados para a adaptação às novas exigências.



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