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Plenário

Atenção às possíveis fraudes à cota de gênero

Já há partidos de olho na possibilidade de uma mudança no quadro da Assembleia

Sede do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo
Foto de perfil de Eduardo Maia

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

Última atualização


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Há uma questão recorrente nas eleições do País e consequentemente do Espírito Santo que ainda carece de solução efetiva e exige mudanças o quanto antes para evitar que o problema se repita nos próximos pleitos.

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Trata-se das fraudes à cota de gênero cometidas por partidos políticos, quando uma legenda ou federação lança candidaturas femininas fictícias apenas para cumprir a exigência legal de que ao menos 30% das candidaturas proporcionais sejam de cada gênero.

Isso pode ocorrer quando a candidata não faz campanha, não recebe votos ou tem votação inexpressiva, e há indícios de que seu registro serviu apenas para cumprir a regra.

A votação baixa, isoladamente, não comprova a fraude: a Justiça Eleitoral analisa o conjunto de circunstâncias, incluindo a prestação de contas e a ausência de campanha efetiva.

E quanto ao Estado?

O sistema de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite consultar as votações para a Assembleia e a Câmara Federal.

Prints com resultados que levantam suspeitas sobre candidaturas e partidos já circulam nas redes sociais.

Algumas legendas começam a se mobilizar para acionar a Justiça Eleitoral e tentar alterar o quadro de eleitos. A ver.

Só mais um pouco…

Ainda não há qualquer notícia de fato ou denúncias relacionadas à apuração de eventual fraude à cota de gênero no Ministério Público do Estado do Espírito Santo, mas o mercado político espera que isso possa mudar em breve.

A coluna colheu que existem até mesmo nomes que foram eleitos que já demonstram preocupação sobre o tema.

Nova secretaria

Durante encontro com lideranças jovens, o candidato ao governo do Estado Ricardo Ferraço (MDB) revelou que, se eleito, pretende criar uma Secretaria da Juventude.

A pluralidade política dos presentes no evento chamou a atenção. O vereador de Vitória Pedro Trés (PSB) usava adesivos de Ricardo e Lula (PT), enquanto o vereador de Linhares Caio Ferraz (Pode) exibia o número de Ricardo e um adesivo de Flávio Bolsonaro (PL).

Nem no segundo turno…

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A campanha estadual deste ano tem sido considerada “fria” desde o início, avaliação compartilhada pelos próprios candidatos.

A coluna já abordou essa percepção, que se mantém no segundo turno. Segundo partidários, a impressão é de que a população está mais envolvida com a disputa presidencial.

Militância pró-Lula unifica atos em Vitória

Manifestantes que apoiam a reeleição do presidente Lula (PT) fariam diversos atos por Vitória amanhã.

Agora, porém, os grupos decidiram se unir e promover apenas uma grande manifestação.

Será amanhã, às 15 horas, na frente da Assembleia Legislativa, na Enseada do Suá.

A militância petista está confiante no Estado que a votação de Lula pode superar a de Flávio Bolsonaro (PL) em nível nacional.

Preferiu o republicano

Deputado estadual eleitor Delegado Leandro Sperandio (Pode) já tem caminhado com Lorenzo Pazolini (Rep), candidato ao governo.

Justificou que ficou neutro no 1º turno e que agora segue a determinação da nacional do partido, que optou pelo republicano ao Palácio Anchieta.

Importante lembrar…

Embora a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu (SP), tenha determinado que o partido caminhe com Pazolini, o presidente local, Gilson Daniel, segue fiel à campanha de Ricardo Ferraço (MDB).

Tem, inclusive, circulado por cidades pedindo votos ao emedebista.

Dúvidas no mercado

Ainda é cedo para falar o que mandatários atuais que não conseguiram se reeleger vão fazer a partir de 2027.

Vai depender do resultado da eleição ao Planalto e ao Anchieta. 

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