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GOLPES

100 sites falsos criados todo dia para dar golpes na Black Friday

Especialistas orientam desconfiar das super ofertas e passam dicas para evitar que os consumidores não caiam em armadilhas nas redes sociais

No período entre 17 de outubro e 4 de novembro, o monitoramento da consultoria de cibersegurança Redbelt Security detectou ao menos 1.296 sites falsos, sendo que destes, 533 surgiram nos últimos cinco dias da pesquisa
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Gustavo Andrade

Jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online, com foco na editoria de Economia e produção de reportagens especiais. Escolheu a profissão por sempre gostar de escrever, além da paixão por esportes e música. Possui experiência também com assessoria de imprensa e produção de vídeos.

Última atualização

A Black Friday, oficialmente no próximo dia 29, promete movimentar a economia do Estado e do País e despertar o interesse de muitos consumidores, mas também dos golpistas. Desde meados de outubro, mais de 100 sites de compras foram criados por dia com falsas ofertas referentes a data comercial

No período entre 17 de outubro e 4 de novembro, o monitoramento da consultoria de cibersegurança Redbelt Security detectou ao menos 1.296 sites falsos, sendo que destes, 533 surgiram nos últimos cinco dias da pesquisa.

Segundo o CEO da Redbelt Security, Eduardo Lopes, essa modalidade de golpe é corriqueiramente praticada por “lobos solitários” ao longo do ano, mas tende a se intensificar no período da Black Friday.

A Black Friday pode ser uma oportunidade de economizar e encontrar produtos desejados a preços competitivos, mas também é um período que exige atenção redobrada, segundo o consultor de tecnologia da informação Eduardo Pinheiro. Ele destacou que algumas dicas de segurança para os consumidores se atentarem neste período.

“Desconfie das super ofertas. está muito barato, pesquise em outros sites e outras lojas. Verifique a autenticidade da loja, pesquisando se o URL do site é mesmo o da loja que quer comprar. Outra dica é pesquisar em portais como o Reclame Aqui se tem muitas reclamações sobre determinada loja”, alerta.

O especialista em tecnologia também orientou sobre evitar pagamentos via Pix e dar preferência em pagamentos por cartão de crédito, por exemplo.

“Numa compra com cartão, dividido em várias vezes, caso não receba o produto, há possibilidades de cancelar a compra. Os golpistas preferem pagamentos por Pix pois são mais difíceis de serem rastreados”, destacou Eduardo Pinheiro.

Se perceber que se trata de um site ou link fraudulento, mesmo não tendo sido vítima, o consumidor deve registrar um boletim de ocorrência para denunciar a fraude, segundo a advogada especialista em Direito do Consumidor Luíza Simões.

“Se foi vítima, além do registro na polícia, deve contatar seu banco ou sua operadora de cartão de crédito. Contatar a ouvidoria ou o SAC, pois muitas vezes, a empresa também está sendo prejudicada com o golpe e nem sabe. Caso o conflito não se resolva, o consumidor pode registrar reclamações em sites como Consumidor.gov.br e o Procon, e processar”.

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