Segundo pesquisadores do centro de meteorologia do governo do Reino Unido, este ano está previsto para ser um dos seis anos mais quentes da história.
Os pesquisadores britânicos até dizem que o fenômeno climático La Niña pode fazer com que a temperatura do Globo caia, mas fazem ressalva ao citar que os gases causadores do efeito estufa serão o maior fator na influência do clima global.
Com isso, será o sétimo ano seguido que a temperatura aumentará 1ºC ou próximo disso, desde a era pré-industrial, que é tida como base para o controle de temperatura no mundo.
Para este ano, a previsão feita pelos pesquisadores britânicos é que esse aumento em relação à era pré-industrial, que aconteceu entre 1850 e 1900, fique entre 0,91ºC e 1,15ºC. E assim, apesar do La Niña, fenômeno que traz as águas frias do fundo do oceano à superfície próximo das Filipinas, diminuindo a temperatura, o aquecimento global se sobressai.
Aqui no Brasil, a previsão é que o País acompanhe essa alta na temperatura. Segundo o meteorologista do Instituto Climatempo João Basse, a partir de abril é que as pessoas vão começar a sentir o clima mais quente.
“O ano passado já foi muito quente e tivemos recorde temperatura. Este ano não será muito diferente. A partir de abril o clima, principalmente na região Centro-Oeste, as chuvas param e o clima fica consequentemente mais seco e mais quente. A umidade do ar diminui bastante. A pressão atmosférica provoca o aumento da temperatura na superfície”, explicou.
O meteorologista também ressalta que o aumento da temperatura, pelo menos no Brasil, pode se dar, também, pelas queimadas ocorridas no ano passado e que acontecem comumente em períodos mais secos do ano, principalmente no Centro-Oeste, além da liberação de gases na atmosfera pelo oceano, que contribuem para o aumento da temperatura.
Praia em dias de sol forte

“Quando está muito quente, gostamos de vir para a praia. O calor pede uma praia”, disse Sheila.
Miguel, que é músico de São Paulo, trouxe o violão para tocar no local. O paulista não conhecia as duas amigas quando chegou à praia, mas aproveitaram para se juntar e se confraternizar.
“Não conhecia elas. Cheguei na praia e trouxe o violão para tocar e aproveitar o clima. Acabamos nos juntando”, contou.
“Esporte combina com calor”
O instrutor de kitesurf Giovani Siqueira, 42 anos, disse que o clima quente favorece para a prática desse tipo de esporte. Ele ensina kitesurf há 15 anos na Praia de Camburi, em Vitória.
“O esporte combina com o calor, com a praia. O aluno aprende e depois entra no mar para praticar. Sempre em janeiro mais pessoas procuram pelas aulas de kitesurf”, comentou Siqueira.
Corrida na orla
O motorista Rodrigo Silva Ribeiro, 43 anos, aproveita o clima para correr na praia, mas confessa que quando o sol está muito forte, a prática do esporte fica prejudicada. “Venho correr à tarde, mas quando está muito quente preciso vir pela manhã para pegar o clima um pouco mais ameno”.

