Enquanto o número de casos de covid-19 continua aumentando na quinta onda de infecções, o reforço da vacinação também está sendo ampliado. A partir de segunda-feira (20), mais de 315 mil pessoas no Estado já podem tomar a quarta dose.
A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, na sexta-feira (17).
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), a população da faixa etária 40-49 anos é estimada em 616 mil pessoas, sendo que 315 mil estão aptos a serem imunizados com o segundo reforço, já que é preciso o intervalo de quatro meses após a última dose.
Outras informações sobre esse esquema vacinal serão destacados em Nota Técnica da Vigilância em Saúde Estadual, que está em elaboração.
A Sesa ressaltou, ainda, que os municípios já têm doses disponíveis para iniciar a vacinação desse grupo etário e que o Estado está solicitando, ainda neste fim de semana, mais 200 mil doses ao Ministério da Saúde.
O Ministério da Saúde discutiu a ampliação para a faixa etária em reunião do Programa Nacional de Imunizações (PNI) na última quinta-feira.
A segunda dose de reforço tinha sido liberada para a população acima dos 50 anos no último dia 4 de junho. Assim como ocorreu nas outras faixas etárias, a quarta dose só pode ser aplicada no mínimo quatro meses após a terceira.
Para o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIn) e que compõe a câmara técnica que assessora o PNI, Renato Kfouri, a ampliação para a faixa dos 40 anos é uma tendência.
“Tem mais comorbidades nessa faixa etária. É melhor do que ficar mandando liberar para os diabéticos, para os cardiopatas, então já libera para todo mundo acima dos 40 anos. É um momento que tem vacina”.
Ele ainda destacou que a imunização neste momento vai ser especialmente com a vacina da Astrazeneca, mas que ainda tem Janssen e um pouco de Pfizer. “Vamos ver se a gente acelera a cobertura vacinal.”
Idosos
Um documento da Sesa, com dados de abril e maio, mostrou que não houve mortes entre os idosos que receberam quatro doses da vacina.
Vacina salva
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Depois de ter sua vida transformada pela covid-19, a enfermeira Giovana Borin Barbosa, 46, está na expectativa de receber sua quarta dose da vacina.
Ela perdeu o marido para a doença em 2020. Além disso, ainda passa por tratamentos para problemas provocados pela pandemia e pela infecção por covid no ano passado, como queda de cabelo.
“Foi um período de mudanças, ansiedade e nervosismo. Hoje estou me cuidando. Meu marido não teve a chance de tomar a 1ª dose, mas acredito que a vacina salva”.