
O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) confirmou – às 23h50 de quinta-feira – que as Estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) registraram um tremor de terra de magnitude 1.9 mR em Vitória, no Espírito Santo.
Segundo o Centro, o evento sísmico ocorreu mais precisamente às 13h24, horário local. O epicentro do tremor foi localizado a menos de 900m do bairro Maruípe.
A população local relatou ter ouvido um estrondo seguido de um tremor de terra. Há relatos de que as casas tremeram e janelas balançaram principalmente na região de Vitória, Vila Velha e Serra.
De acordo com o Centro de Sismologia da USP, este é o terceiro tremor de terra registrado pela Rede Sismográfica Brasileira e pelo centro no Espírito Santo apenas em 2020.
O primeiro tremor ocorreu no dia 24 de fevereiro em Ecoporanga e teve magnitude 1.8. mR. Já o segundo, e mais recente evento, ocorreu na Plataforma Continental, a 563 km da baía, no dia 17 de maio e teve magnitude 2.8 mR.
Repercussão nas redes sociais

Outras pessoas também compartilharam na publicação o que presenciaram. “Gente, juro que achei que fosse só eu que tivesse escutado e sentido. Deu um pequeno tremor também, meu filho veio correndo assustado, perguntando se eu tinha ouvido”, escreveu a internauta Tais Moreira.
“Minha mãe estava falando comigo exatamente nesse horário de 13 e pouco e ouviu também. Ela estava na Prainha, Vila Velha, perto da igreja do Rosário”, comentou Mariana Cunha.
Falha geológica
O geógrafo Brunno Miranda Aguiar, professor em uma escola particular em Vila Velha, afirma que os relatos se assemelham bastante ao que ocorreu no ano passado, no município de Laranja da Terra. Moradores relataram ter ouvido um barulho parecido com uma trovoada e tremores na terra, que duraram de sete a 15 segundos.
Na época, o Observatório Sismológico afirmou que a magnitude foi de 2,1 na Escala Richter. “Esse tremor ocorreu devido a uma falha geológica, que é uma ruptura de um bloco de rocha que permite o deslocamento de energia sísmica, então acumula energia e há uma eventual liberação nessa zona de falhas geológicas”, disse o geógrafo.
Ele ainda afirma que essas acomodações são bem comuns no Brasil. “Em 1955, teve um tremor de 6.2 na escala Richter aqui no Estado e, no Brasil, pelo menos uma vez a cada 5 anos há sismos de aproximadamente 5 pontos. Assim como há uma vez a cada 50 anos sismos que podem passar de 6 pontos na escala Richter, que são os que já causam destruição”, finalizou.
Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros afirmou que não recebeu nenhum acionamento sobre esses relatos.