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Acordo para garantir emprego dos cobradores do Transcol é feito na Justiça

Um acordo para garantir o emprego dos cobradores de ônibus do sistema Transcol foi assinado na noite desta terça-feira (19) no Tribunal Regional do ...

Cobradores reunidos na Praça de Jucutuquara, em Vitória.

Última atualização

Um acordo para garantir o emprego dos cobradores de ônibus do sistema Transcol foi assinado na noite desta terça-feira (19) no Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT-ES).

Desde o último domingo (17), os profissionais estão afastados por conta da decisão do governo do Estado em determinar que os coletivos não aceitem mais dinheiro para o pagamento da passagem.

Com a medida, cerca de 2.500 cobradores vão ficar em casa por 60 dias, recebendo parte do salário pago pelas empresas e outra parte pelo governo federal, como prevê a medida do governo para o período de pandemia de coronavírus.

O profissionais, no entanto, temiam ser demitidos ao retornar, já que maior parte dos passageiros já estariam pagando a passagem com o cartão.

Cobradores reunidos na Praça de Jucutuquara, em Vitória. (Foto: Fábio Nunes/AT)

A decisão em afastar os cobradores motivou protestos por dois dias seguidos em Vitória. Os rodoviários chegaram a aprovar uma greve no último sábado, mas os ônibus circularam normalmente porque não houve adesão dos cobradores na manifestação marcada para o último domingo.

O que prevê o acordo

O acordo garantindo o emprego dos cobradores pelo prazo de 20 meses foi firmado em audiência online presidida pela presidente do TRT-ES, desembargadora Ana Paula Tauceda Branco, com participação de representantes das empresas, dos rodoviários e do governo do Estado.

“Essa garantia se dá a partir do momento em que ele deixa sua função de cobrador para ser qualificado em outra atividade na empresa em função da entrada em operação de ônibus sem cobradores”, informou o TRT-ES, em nota.

O Sindicato dos Rodoviários do Estado (Sindirodoviários-ES) fará uma assembleia nesta quarta-feira (20) para debater o acordo e votar sobre o futuro da greve. “Foi uma audiência boa, pois os empresários garantiram os postos de trabalho e a própria Justiça cobrou isso. Mas os trabalhadores vão se reunir para votar ainda”, afirmou diretor financeiro do sindicato, Valdecy Laurindo.

Procurado pela reportagem, o Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (Gvbus) disse que não iria se pronunciar.

Já o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno, garantiu que não haverá demissões. E mesmo se isso acontecer, por justa causa, por exemplo, um profissional será contratado para o mesmo posto de trabalho.

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