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“Agosto Dourado” ajuda mulheres a superar dores e inseguranças da amamentação

Embora pareça instintivo, amamentar pode ser uma tarefa difícil para muitas mulheres. Cara a cara com várias dores, inseguranças e uma falta de ...

Clarissa Roldi disse que a amamentação proporcionou uma ligação ainda mais forte com o filho, Frederico

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Clarissa Roldi disse que a amamentação proporcionou uma ligação ainda mais forte com o filho, Frederico (Foto:  Antonio Moreira/AT)

Embora pareça instintivo, amamentar pode ser uma tarefa difícil para muitas mulheres. Cara a cara com várias dores, inseguranças e uma falta de orientação adequada, parte delas até desiste de alimentar o filho com o leite materno.

Porém, caso alguns erros sejam corrigidos, é possível que a amamentação seja sem traumas tanto para as mães quanto para os bebês, segundo avaliam especialistas.

Celebrado durante todo este mês, o Agosto Dourado é dedicado à intensificação das ações de promoção ao aleitamento materno, que, neste ano, traz o tema “Responsabilidade de Todos”.

Entre os principais problemas que elas enfrentam, estão a falta de autoconfiança; acreditar que sentir dor é normal; e ficar sobrecarregada com as obrigações do cotidiano.

Para contornar isso, de acordo com a pediatra Fernanda Caron, as mulheres precisam parar, primeiramente, de idealizar uma maternidade “perfeita”. “Várias delas acham que tudo será como imaginaram, que o bebê logo vai pegar a mama, só que não é bem assim”, explicou.

A pneumopediatra Laís Fraga esclarece ainda que as mães, em vez de ficarem reclusas, devem procurar ajuda ao sentir qualquer tipo de dor ou dificuldade no momento da pega.

“Normalmente, são problemas simples de serem resolvidos, mas, ao acreditarem que faz parte do momento da amamentação, elas acabam sofrendo sozinhas“, disse.

Segundo a coordenadora da Utin do Vitória Apart Hospital, Geisa Barros, é importante também conciliar as atividades do dia a dia, para não ficar sobrecarregada, além de contar com o apoio de familiares e amigos.

“Se essa mãe precisar trabalhar, limpar a casa e cuidar de um bebê ao mesmo tempo, ela não vai conseguir ver brilho nenhum na amamentação, pois vai ser sinônimo de desgaste. Dar condições a uma mulher para que ela crie um vínculo com o filho deveria ser uma preocupação de todos”, sugeriu.

Foi o que aconteceu com a tradutora Clarissa Roldi, de 27 anos. Até se acostumar a alimentar o pequeno Frederico, de 2 anos e 9 meses, ela sentia apenas frustração ao amamentar.

“No entanto, à medida em que fui estudando sobre o assunto, percebi que podia ser algo prazeroso. Hoje, a amamentação proporcionou uma ligação ainda mais forte entre nós dois”, afirmou.

Esperança

 (Foto: Antônio Moreira/AT)

Após perder dois filhos logo depois do nascimento, uma das coisas com as quais a depiladora Camila Oliveira, de 31 anos, mais sonhava era amamentar.

Sem perder as esperanças, ela ganhou a pequena Zoe Ohara, de 24 dias, e conta com a ajuda da especialista em aleitamento Sâmia Abud para amamentá-la. “Estou muito feliz. Amamentar é um enorme gesto de amor”, diz.


Saiba mais


Amamentação

Principais erros

IDEALIZAÇÃO

  • Um dos maiores erros está relacionado à questão emocional. Às vezes, as mães idealizam muito como será a amamentação e acabam se frustrando por algumas questões, como a dificuldade da pega.

SOBRECARGA DE TAREFAS

  • Sem o apoio dos familiares e de amigos, a mulher terá mais dificuldades para se dedicar ao neném e à amamentação, principalmente se precisar conciliar com outras tarefas do dia a dia.

DOR NÃO É NORMAL

  • Sentir dor na amamentação é sinal de que a pega está errada. Esse é um dos principais motivos que levam ao desmame precoce. A pega deve ser corrigida, para que o bebê consiga mamar e os seios não sejam mais machucados.

FALTA DE CONFIANÇA

  • Muitas das mamães têm medo do processo de amamentar e acreditam que não darão conta. Elas, no entanto, precisam ter calma, confiança e tranquilidade para que seu momento com o bebê seja especial.

OUTROS BICOS

  • Além da mamadeira, a chupeta também é um bico artificial que pode desestimular o bebê a buscar a pega correta. Toda a necessidade de sucção deve ser suprida pela amamentação.

Soluções

SEGURANÇA

  • A tranquilidade da mãe na hora de amamentar já é um grande passo em direção a um momento prazeroso para ambas as partes.
  • Não adianta a mãe ficar tão insegura; ela precisa confiar mais em si mesma e no leite dela. Cada amamentação é diferente da outra, não adianta ficar se espelhando nas outras mães.

POSIÇÕES E SUCÇÃO

  • No caso da posição, o ideal é barriga com barriga, tendo a certeza de que o bebê não está sugando leite com ar (tem que ser uma amamentação silenciosa, sem um barulho de “chupeta”).
  • Além disso, O bebê não pode só pegar o mamilo. Tem que sugar toda a aréola também.

REDE DE APOIO

  • A mãe precisa de apoio dos familiares, para se dedicar ao neném e amamentar, conciliando com as outras coisas do dia a dia.
  • Diante das dificuldades, essa mãe precisa se perguntar: será que vale toda essa rotina exaustiva que estou passando? Consigo trocar de emprego, dependendo do caso, se for uma adaptação difícil à maternidade e à amamentação, no geral?
  • E o companheiro? Ele tem sido um cara participativo? E a família? Eles precisam estar por perto, para a mulher não passar por isso sozinha.

INSTRUÇÕES

  • Também é preciso dar orientações desde o pré-natal, para que essa mãe consiga saber o que fazer. Depois, quando for para casa, ela deve ser acompanhada por um bom tempo, tanto pelo SUS quanto pela rede privada, para ajudá-la nos ajustes que precisam ser feitos.

DESMISTIFICANDO TABUS

  • Um dos mitos mais comuns é em relação ao leite. Nenhum leite materno é fraco, mesmo que ele tenha uma aparência mais rala. É normal que, logo após o nascimento, ele tenha um aspecto menos concentrado, devido à grande quantidade de água.
  • As fórmulas atuais com leite em pó, por exemplo, não substituem o leite materno. A fórmula atual tem suas qualidades, mas é feita com leite de vaca, que não traz os benefícios do leite materno, como o aumento da imunidade.
  • uma compressa de água quente não desempedra o leite. A indicação nesses casos é massagem e ordenha do leite. A compressa de água quente piora a situação, pois aumenta a quantidade de leite retido na mama.

Fonte: Especialistas consultados.

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