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Cidades

Alegrias e desafios da nova geração do circo

Jovens artistas do Circo Portugal Internacional, que está em temporada em Vila Velha, contam que não se imaginam atuando em outra profissão

Luiz Felipe e Cauã Portugal fazem um número como palhaços e encantam adultos e crianças

Última atualização



Seguindo os passos da família, jovens artistas circenses fazem a magia acontecer no dia a dia com seus espetáculos criativos e de tirar o fôlego.

No Circo Portugal Internacional, Cauã Portugal, 20, Luiz Felipe Portugal, 19, Gabriela Portugal, 23, Fábio Stevanovich, 22, e Enrico Stevanovich, 22, dominam as apresentações. Por mais que tenham pouca idade, todos acumulam bastante experiência.

Ao jornal A Tribuna, eles comentaram sobre como é a vida no circo, citando as alegrias e os desafios dessa realidade. Algo em comum que todos responderam é que amam o trabalho, e não se imaginam em outra ocupação.

“Sempre tive vontade de atuar no circo e, inclusive, minha festa de um ano foi de palhaço. É uma paixão que nasceu comigo e enquanto crescia eu já sabia o que seria”, contou Cauã, que atua como palhaço e malabares de rebote.

Ele contou que quando se apresenta, sente uma sensação ótima. “Ao mesmo tempo que dá um frio na barriga, afinal, cada dia é um público diferente, sinto-me leve. É uma profissão difícil por fazer o povo rir, sendo necessário ter bastante criatividade para improvisar, ao mesmo tempo em que é muito legal conseguir tirar a risada das pessoas, receber um aplauso, o aceno de uma criança”.

Seu primo Luiz Felipe, além de ser palhaço, também trabalha como piloto do Globo da Morte. Ele contou que via seu pai, tio e primos fazerem esse número quando era mais novo, e ficava fascinado. “Eu dizia: ‘isso é o que quero fazer!’. Cresci com isso na cabeça”, disse.

Para o espetáculo ficar perfeito, é necessário ter dedicação, ele pontuou. “A preparação é constante para chegar em um nível de seis motos. Treinamos bastante e vamos mantendo”.

Já Gabriela é dançarina e tem um espetáculo com bambolês. Ela contou que começou a ensaiar com seis anos e que hoje se sente realizada. Para dominar sua arte com o equipamento, ela disse ser fundamental ter muita coordenação motora. “Confesso que não foi fácil, mas aprendi brincando”.


Ela disse que não tem uma casa, pois viaja com o circo constantemente, mas isso faz parte de quem é. “Amo minha rotina, não a troco por nada!”.

O Circo Portugal Internacional começou com as ações nessa sexta-feira (07) no Shopping Vila Velha. Segundo Michel Kikuchi, 45, piloto do Globo da Morte e equilibrista, há muitas atrações especiais.

“Além dos tradicionais e do Globo da Morte, há espetáculos como o King Kong (gorila gigante), que é internacional, e o Homem-Bala”

FIQUE POR DENTRO


Circo Portugal Internacional

Onde: Shopping Vila Velha.

Horários: Terça a sexta, às 20h. Sábado, domingo e feriados, às 15h, 17h30 e 20h.

Ingressos: De R$ 30 (setor lateral/meia) a R$ 140. Eles estão disponíveis para compra diretamente na bilheteria física do circo ou pelo site www.circoportugal.com.

Espetáculos

Globo da Morte, King Kong, apresentação com bambolês, palhaços, malabarismo e outros.

História

Em Braga, Portugal, um grupo de artistas se reuniu para fazer sua primeira apresentação nos cassinos de Estoril, onde foram calorosamente aplaudidos.

A partir de então nasceu o Circo Portugal, que conquistou plateias pela Europa e nas Américas, chegando ao Brasil por volta de 1890. Hoje, se apresenta em todo o Brasil e em países da América do Sul.

Fonte: Circo Portugal.

ALGUMAS ATRAÇÕES 

Muita adrenalina no Globo da Morte


Luciano Portugal, 25 anos, é piloto da atração Globo da Morte, do Circo Portugal Internacional, e está com altas expectativas para as apresentações em Vila Velha. Segundo o jovem, que ama adrenalina, as pessoas gostam muito de seu espetáculo. “É um dos que mais chamam a atenção do público”.

Luciano contou que seu sonho em trabalhar com esse número vem desde pequeno, e que seu tio Anderson foi quem o ensinou.

Malabarista desde pequeno



Enrico Stevanovich, 22 anos, é malabarista e apaixonado por sua profissão, que escolheu desde pequeno. O jovem faz um número junto de seu primo Fábio Stevanovich, malabarista e equilibrista sobre escadas. “É um número que nossos pais faziam antigamente, e sempre foi nosso sonho fazê-lo”. Fábio também se sente grato por viver no circo. “O aplauso do público é a recompensa diária de todo o nosso esforço”, destaca.



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