Sob gritos de protesto e palavras de ordem estudantes, professores e servidores públicos foram novamente às ruas contra o corte de 30% nas verbas para a educação, e contra o Programa Future-se, criado para dar autonomia na gestão das universidades e institutos federais.
Os protestos se estenderam por todo o País, em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará, por exemplo. Foi a terceira vez que estudantes e professores saíram em protesto desde o anúncio do presidente.
Os manifestantes se concentraram no campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em Goiabeiras, e no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Jucutuquara, ambos em Vitória, a partir das 16 horas de ontem.
Os dois grupos partiram, por volta das 18h15, rumo à Assembleia Legislativa, na Enseada do Suá, onde se encontraram.
No local, totalmente interditado pela Guarda Municipal de Vitória, novos discursos de representantes de centrais sindicais e movimentos estudantis, enquanto um extenso engarrafamento se formava para quem seguia sentido centro da capital.
Um dos organizadores da manifestação, o representante capixaba no Parlamento Juvenil do Mercosul e ativista pela educação, Eduardo Munaldi, defendeu a educação precisa ser prioridade no País.
“Estamos observando que o governo não tem demonstrado afago pelas universidades e instituições federais de educação. Nelas são desenvolvidas ciência, pesquisa e tecnologia. Não tem como uma universidade pública de qualidade se manter com cortes nos recursos”, ponderou.
Munaldi estimou que cerca de 8 mil pessoas participaram do protesto. A Polícia Militar do Estado, no entanto, informou que cerca de 4 mil pessoas foram às ruas. “Vamos organizar protestos quantas vezes forem necessárias, até que os recursos da educação sejam repassados integralmente”.
Na pauta das manifestações estavam também a reforma da Previdência e a privatização dos Correios.
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