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Cidades

Amor após os 40 anos vira casamento para 11 mil no ES

Dados registrados no Estado revelam ainda que 1.715 pessoas desse grupo já têm mais de 60 anos e decidiram oficializar a união

União na 3ª idade os aposentados Zelia dos Santos Nunes, 63, e Clemar Viegas da Costa, 71, transformaram a amizade em casamento

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No Espírito Santo, mais de 11 mil pessoas decidiram se casar após os 40 anos. Foram 11.182 capixabas que juntaram as escovas de dente. Deste total, 1.715 eram idosos, ou seja, tinham 60 anos ou mais no dia do casamento.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e se referem ao ano de 2021.

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A faixa etária que mais registrou casamentos, no entanto, foi a de 25 a 29 anos, com 10.407 casados (ver tabela). Entre os dados divulgados, houve um casamento no Estado no qual um dos cônjuges tinha menos de 15 anos. 

Proprietária de um salão de beleza em Laranjeiras, na Serra, a empresária Aline Bianca Aquino observa um aumento no número de noivas acima dos 40 anos. A faixa etária, segundo ela, já corresponde a mais da metade das clientes.

“Diria que 60% das minhas clientes têm mais de 40 anos. Vejo que muitas mulheres já moravam com seus companheiros, mas resolveram oficializar a união quando passaram a ter melhores condições financeiras”, pontuou.

A procura pelo casamento em idades mais avançadas  tem sido uma tendência no País, já faz  algumas décadas. Um dos motivos, de acordo com a psicóloga Marcelle Paganini, é que a visão sobre o casamento tem se modificado. 

“Uma pessoa que antigamente via o casamento como curso natural da vida, hoje já o vê como opcional. A decisão de se casar é tomada apenas quando faz sentido para o jeito de ser da pessoa, e não mais uma obrigatoriedade para estar inserido na sociedade”, afirmou.

Para a psicóloga Naira Araújo, a oficialização da união depende da visão de mundo do casal.

“Os ritos de passagens, como o casamento, reforçam a identidade social do casal frente ao compromisso que assumem perante aos amigos e filhos de outro relacionamento, que é comum nessa idade. É uma nova fase, e a celebração reforça para o casal a construção desse passo e dessa identidade”, explicou.

 








“A oficialização depende do que
o casal tem como dinâmica e valores. O importante é dialogar e alinhar as expectativas”

Marcelle Paganini







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União na 3ª idade

Criados no mesmo bairro, em Jesus de Nazareth, Vitória, os aposentados Zelia dos Santos Nunes, 63, e Clemar Viegas da Costa, 71, transformaram a amizade em casamento.

A união, depois de seis anos de namoro, aconteceu em janeiro.

“Em 2017, ele entrou em contato comigo pelas redes sociais. Aí soube que ele tinha ficado viúvo”, lembrou Zelia.

Para o casal, o casamento serviu para unir ainda mais a família. “Eu tenho dois filhos, e ele, quatro. Nosso casamento é uma benção de Deus”.

 








“O casamento reforça a identidade social do casal frente ao compromisso que ambos assumem”
Naira Araújo







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Cerimônia coletiva atrai 650 casais

 
















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Na Serra, 650 casais se inscreveram no casamento comunitário promovido pela prefeitura. A cerimônia coletiva e gratuita será realizada no dia 27 de maio.

Para isso, os inscritos têm até amanhã para entregar os documentos no Departamento de Assistência Judiciária Municipal (Dajum), situado no Pró-Cidadão, na avenida Talma Rodrigues Ribeiro, no bairro Portal de Jacaraípe, das 13 às 17 horas.

Estarão aptos para casar os inscritos residentes na Serra, com mais de 18 anos, com renda de até três salários mínimos por casal, comprovante de inscrição do CadÚnico e ausência de impedimento legal para contrair matrimônio.  

Os documentos serão analisados, e aqueles que estiverem aptos serão informados e direcionados para os cartórios de Registro Civil.

Cada casal deve apresentar duas testemunhas.

Completando sete anos de relacionamento neste ano, a vigilante Erica dos Santos Rodrigues, 32, e o bombeiro civil Igor Cardoso Miguel, 34, viram no casamento comunitário a oportunidade perfeita para oficializar a união.

“O casamento sempre esteve nos nossos planos, desde que nos conhecemos. Somos evangélicos e é importante que estejamos casados para participar e ajudar na igreja”, contou Igor.

 
















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