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Após 18 anos morando nas ruas de Linhares, homem reencontra família

Após 18 anos vivendo nas ruas de Linhares, longe do convívio familiar, a espera do senhor Francisco José finalmente chegará ao fim nesta terça-feira ...

Última atualização

 (Foto:  Felipe Tozatto / Secom)Após 18 anos vivendo nas ruas de Linhares, longe do convívio familiar, a espera do senhor Francisco José finalmente chegará ao fim nesta terça-feira (6), quando ele reencontrará, no Aeroporto de Vitória, com seus familiares que residem na cidade de Quixeramobim, interior do Ceará.

Francisco será recepcionado, pelo irmão caçula Luiz Alberto. Há cerca de 30 dias, a Secretaria Municipal de Assistência Social de Linhares, por meio da equipe da Casa de Acolhida, receberam a informação de que uma pessoa em situação de rua perambulava pela comunidade de Córrego Piabanha, zona rural de Linhares.

No local, o homem era conhecido por “Alagoano”, dormia embaixo de uma árvore e era amparado por um morador da região. (Foto: Felipe Tozatto Secom)

“Buscamos saber o nome dele antes de abordá-lo e uma moradora informou que se tratava do senhor Francisco. Eu o chamei pelo nome e o mesmo veio em minha direção. Naquele momento oferecemos os benefícios da Casa e ele aceitou de imediato”, conta a assistente social, Nubia Elizabete.
 

Na Casa de Acolhida, o senhor Francisco José recebeu banho, roupas limpas e alimentação adequada. E durante a conversação, para saber mais detalhes sobre sua vida, a equipe descobriu que o senhor Francisco José estava em situação de rua há 18 anos e teria vindo à cidade em busca de oportunidade – seu destino era o Estado do Rio de Janeiro.

“Diante das suas declarações, a equipe começou a buscar informações nos serviços de Quixeramobim [delegacia, CRAS, CREAS e comércios], porém, sem sucesso. Então, nós encontramos um site de notícias chamado ‘Quixeramobim News’, que se interessou pelo caso e em nos ajudar, fazendo uma matéria para que a família pudesse identificá-lo”, lembra Nubia.

Reencontro

 (Foto: Felipe Tozatto Secom)“Seus familiares o reconheceram através da matéria e entraram em contato com a nossa equipe. Mesmo a SEMAS, por meio do secretário Amantino Pereira Paiva, ter oferecido levá-lo a Fortaleza, onde reside a família, eles buscaram meios de vir ao Espírito Santo para reintegrar seu ente”, afirma Nubia.

Para o trabalhador rural, que saiu da sua terra natal na esperança de construir um futuro melhor para sua esposa e os dois filhos pequenos, a expectativa de reencontrar a família é grande.

“Até uma época atrás eu tinha contato, mas depois perdi. Voltei a ter quando cheguei aqui [na Casa de Acolhida]. Em nenhum outro momento tive o apoio para reencontrar minha família, somente aqui. Então veio em boa hora”, diz o senhor Francisco com sorriso tímido no rosto.

“Seu Francisco ficou acolhido durante 30 dias por ser um caso atípico, sabendo que nosso serviço acolhe por três dias, pois se trata de uma casa de passagem. Nós buscamos de todas as formas reintegrá-lo a sua família, pois esta é o nosso foco. E nós agradecemos a Deus por nos capacitar e nos dar a missão de ajudar as pessoas em suas diversas necessidades”, finaliza Nubia.

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