Três anos e quatro meses após o desaparecimento do médico Roberto Gomes, familiares, pacientes e amigos ainda não têm notícias do oncologista.
O médico desapareceu depois de viajar a São Paulo, no dia 26 de novembro de 2014, para o lançamento de um livro sobre câncer do qual é coautor. Ele retornaria para Vitória no dia 29, um sábado, mas deixou o hotel onde estava hospedado no dia anterior, quando foi visto pela última vez.
Neste dia, o médico chegou a ligar para a mulher, mas não falou nada que pudesse indicar alguma pista do que aconteceu. As imagens de câmeras mostraram que Gomes saiu do hotel sem malas.
Na época, diversas possibilidades foram levantadas, como sequestro. Uma das hipóteses, apontada pela própria polícia, era de que o médico desapareceu de forma voluntária. Nada ficou comprovado.
O monitoramento das contas bancárias do médico junto ao Banco Central e a consulta ao CPF foram feitas, a pedido da polícia, mas nenhuma pista sobre o paradeiro de Roberto Gomes foi encontrada. Detetives particulares contratados pela família do médico também participaram da investigação.
O desaparecimento de Roberto Gomes é investigado pela 4ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Pessoas Desaparecidas de São Paulo. A reportagem de A Tribuna procurou a delegacia para comentar sobre o andamento das investigações, mas não obteve resposta.
Doação
No ano passado, a família do médico doou alguns dos seus pertences para uma instituição social. A instituição, que realiza trabalhos sociais junto às famílias carentes das comunidades de São Benedito, Bairro da Penha, Itararé, Bonfim, Consolação, Floresta e Engenharia, todas em Vitória, realizou uma uma exposição para leiloar os objetos.
Entre os itens do oncologista, estavam obras de arte que chegam a R$ 1.900, como o quadro “A Florista”, de Manoel Costa, datado de 1986. Também estavam objetos mais pessoais como relógios, cachecóis, ternos, camisas sociais de grife, gravatas, livros de Medicina e LPs antigos.
