Um caso inusitado foi registrado pelas autoridades no último final de semana. Um jovem levou um tiro na testa enquanto andava de moto. Ao ser atingido, o homem caiu da moto e, ao invés de procurar uma unidade de saúde, foi para casa dormir.
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A mãe do rapaz notou que ele estava ferido e que havia manchas de sangue em suas roupas, então, acionou a Polícia Militar (PM). As informações são do g1.
O caso ocorreu no último sábado (04), na rua Camboriú, no bairro de Araguaína, no Tocantis.
A polícia informou que ao chegar na casa da família, encontrou o homem sentado em uma cadeira, consciente e lúcido. O homem contou aos policiais quem havia feito o disparo. A PM fez buscas na região, mas não conseguiu localizar o suspeito.
Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram chamados e encaminharam o rapaz para o Hospital Regional de Araguaína, que segundo o g1, não deu detalhes sobre o estado de saúde dele nem informou sobre sua alta.
A moto que a vítima conduzia foi encontrada na rua Santa Inês, no setor Raizal. Ao lado do veículo, havia vestígios de sangue e o projétil que atingiu o jovem. A motocicleta, então, foi entregue ao pai da vítima.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que até a manhã desta terça-feira (7) a Polícia Civil não havia sido procurada pela vítima ou familiar para registrar a ocorrência.
Por qual motivo o tiro não foi fatal?
De acordo com o neurocirurgião Antônio Sérgio Guimarães, que concedeu uma entrevista ao g1, o homem conseguiu andar normalmente depois de sofrer um disparo de arma de fogo na testa, por conta do ângulo do contato da bala.
“É comum, mas também é muita sorte. Se entra em ângulo reto, entra no crânio. Se a bala entra meio de lado, bate e desvia. Pode ter lesado as partes moles, a pele e o crânio. Se pega só a frontal, a pessoa pode sair andando”, esclareceu o profissional de saúde.
O médico afirmou que, para causar uma lesão, depende de alguns fatores.
“Primeiro do calibre, da energia do projétil, se está próximo ou muito longe e se o projétil entra no compartimento encefálico, se transfixa de um lado para o outro, o que é muito grave, ou se atinge um hemisfério só. A gravidade é menor mas também é grave. Depende muito do local que é atingido no crânio”, disse o neurocirugião.