Com menos restrições e localizadas ao ar livre, as lojas de rua ganharam força com a retomada das atividades após o período de interrupção do funcionamento do comércio.
Segundo Marcelo Pimentel, CEO da Marisa, o desempenho em tais lojas está superior aos shoppings centers. Ele destacou, em entrevista para a Folha de São Paulo, que as lojas de rua estavam performando cerca de 10% melhor do que as outras unidades.
Pimentel disse que a Marisa tem menos dependência dos shoppings do que alguns dos concorrentes porque metade das unidades da rede estão em rua.
“Acredito que estamos bem posicionados em relação a nossos concorrentes por algumas nuances do nosso negócio. Nosso portfólio de lojas é 50% na rua e 50% nos shopping centers, enquanto os concorrentes e posicionam mais em shoppings. Nesse processo de retomada, isso tem sido um diferencial”, frisou o executivo.
Ainda segundo o executivo, o tempo de permanência do cliente no estabelecimento diminuiu em relação ao que acontecia antes da pandemia.

Mas, agora, com a flexibilidade, ele acredita que o movimento irá melhorar de forma gradativa, já que os shoppings se prepararam para receber os clientes cumprindo todo protocolo de segurança.
Mesmo com alguns avanços quanto à abertura, outros pedidos são feitos por empresários.
Depois que o governo do Estado liberou a entrada de menores de 12 anos nos shoppings, por exemplo, o pleito é de ampliar o funcionamento dos centros comerciais, incluindo abertura das lojas aos domingos.
O coordenador estadual da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e diretor-geral do Shopping Vitória, Raphael Brotto, tem mantido diálogo constante com o governo na tentativa de obter essa liberação.
