Uma construção de encher os olhos, rica em beleza e histórias. Um trabalho que chama a atenção pela perfeição dos detalhes e acabamentos. Esse é o mundo encantado de sonhos em miniatura, criado e construído pelo bancário aposentado José Maria Saad Mudar, 70 anos, de Aracê, em Pedra Azul, Domingos Martins.
A paixão e o interesse em se dedicar à construção da maquete de uma minicidade – que tem sete metros de comprimento – já dura cinco anos e começou após o aposentado visitar o filho em Campinas, São Paulo, em 2013.
Durante a viagem, eles foram almoçar em um restaurante, onde José Maria viu trenzinhos circulando pelo local e se apaixonou.
“Eu lembrei dos meus 22 anos, quando morava em Cachoeiro de Itapemirim, e o trem passava na frente da minha porta. Na hora, pensei: quero fazer um negócio desse, mas como?”, contou.
Com o desejo de colocar a ideia em prática, Saad começou a pesquisar na internet formas e meios para dar vida às suas lembranças.
Com o tempo, foi adquirindo peças, aprendendo novas técnicas e se aprimorando. Os principais materiais utilizados na minicidade são madeira, plástico, gesso e isopor. Um passatempo conhecido como ferreomodelismo, no qual pessoas constroem sistemas de transporte ferroviário em escala reduzida.
A maquete foi apelidada de “Fufulândia”, em homenagem aos netos do aposentado que costumam chamá-lo de “Fufu”.
José Maria explicou que as ideias vão surgindo por meio de viagens, experiências de vida e lembranças da infância e aos poucos vão ganhando forma.
“A montanha, por exemplo, eu fiz baseado na Serra de Soturno, em Cachoeiro de Itapemirim”.
A maquete também destaca pontos da história do aposentado como o hospital, construído em homenagem à filha que é médica.
“Coloquei uma oficina mecânica em homenagem ao meu pai. A ponte que construí tem o nome do meu avô, e também tem um bairro chamado Vila Isaura, que tem o nome de minha mãe. É a minha vida”, esclareceu Saad.
O projeto recebeu um sistema separado de iluminação em led. Somente os trilhos são movidos à energia.
Apesar de tantos anos de dedicação, o aposentado não pensa em parar. “Eu ainda quero construir uma fazenda mineira”, completa.
