
O incidente aconteceu no último sábado (15), em Newcomb Hollow Beach, em Revere, Massachusetts (EUA). O surfista chegou a ser retirado da água e socorrido, mas foi declarado morto assim que chegou ao hospital.
Tubarões brancos podem medir até 6 metros de comprimento. De acordo com especialistas, eles não caçam seres humanos, mas podem confundi-los com presas porque têm aproximadamente o mesmo tamanho de focas e outros mamíferos marinhos.
“Quase toda mordida de tubarão é um acidente”, disse ao Times o diretor do Programa de Pesquisa de Tubarões do Museu de História Natural da Flórida, Gavin Naylor.
De acordo com o programa International Shark Attack File, são baixas as chances de alguém ser mordido por um tubarão branco. Em todo mundo foram registrados 88 ataques, sendo cinco fatais.
Segundo ataque em um mês
Este foi o segundo ataque de tubarão na região no período de um mês. No dia 15 de agosto, um idoso de 61 anos foi mordido na perna, mas lutou com o tubarão e sobreviveu.
A morte de Arthur foi a primeira registrada em Massachusetts desde 1936. A praia é popular entre os surfistas e no momento do ataque estava movimentada.
Praia fica interditada
Após o ataque de tubarão que matou o capixaba Arthur Medici, 26 anos, as praias do Parque Nacional Newcomb Hollow Beaching, Massachusetts, nos Estados Unidos, foram fechadas para banho.
A medida foi anunciada pelas autoridades do local para que seja realizada uma investigação com o objetivo de apontar as possíveis causas do acidente com Arthur.
Em entrevista à rede de televisão americana NBC News, o diretor da Cape Cod National Seashore, responsável pelo parque, Chris Hargrove, que também investiga o caso, disse que há um aumento de ataques de tubarões na cidade e isso é uma situação nova.
“Os ataques de tubarões não acontecem com tanta frequência, apenas houve um recente aumento nos incidentes. Há mais tubarões por causa da grande concentração de humanos e de focas, que são as principais fontes de alimento para os grandes tubarões brancos”, disse o diretor durante a entrevista.
Após o acidente com Arthur, placas e cartazes informativos foram colocados no local alertando os banhistas sobre os riscos de ataques.