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Bar de irmão de acusado de assassinato na Rua da Lama é alvo de vandalismo

A porta do estabelecimento foi danificada pelos manifestantes

A porta do estabelecimento foi danificada pelos manifestantes
Foto de perfil de Ana Carolina Carnelli

Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

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Durante o protesto em prol da justiça à favor da vida do jovem morto esfaqueado na Rua da Lama, nesta sexta-feira (21), os manifestantes danificaram a vandalizaram os bares pertencentes à família do acusado do crime. Além do bar “Sofá da Hebe”, o estabelecimento do irmão do acusado também foi danificado. 

Vilson Luiz Ballan, de 39 anos, é acusado de matar Breno Rezende de Carvalho, de 25, após uma discussão por uma dívida de R$ 16 reais que o jovem teria feito em seu estabelecimento. Breno foi alvo de uma facada na região do peito e morreu na calçada em frente ao local. 

Localizado na mesma rua, o bar estava fechado e possuía uma nota colada à porta, que justificava o fechamento em respeito à missa de sétimo dia do jovem, realizada também nesta sexta (21). “Reafirmamos o nosso compromisso com a paz e declaramos que repudiamos veementemente qualquer forma de violência”, dizia o bilhete. 

A porta do estabelecimento foi danificada pelos manifestantes. 

O irmão de Vilson é apontado por testemunhas como a pessoa que ajudou o assassino a fugir do local logo após cometer o crime. 

À imprensa, o irmão do acusado esclareceu — por meio do seu advogado — que não presenciou a agressão à vítima e só ficou sabendo da morte após deixar o local. Ele afirmou que agiu unicamente com o objetivo de evitar um tumulto maior, retirando um dos envolvidos do local, já que acreditava se tratar apenas de uma confusão e não de fatos tão graves.

Ele foi ouvido pela Polícia Civil e liberado. Sua liberação, segundo a polícia, teria ocorrido porque o artigo 348 do Código Penal prevê que, no caso de favorecimento pessoal, fica isento da pena quem é ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso.

Este é o segundo protesto que acontece na porta do estabelecimento. O primeiro ocorreu na segunda-feira (17), dois dias após o crime.

Relembre o crime

Vilson Luiz Ballan é acusado de esfaquear e matar o jovem Breno. A vítima estava no bar Sofá da Hebe com amigos e, segundo testemunhas, teria sido acusada pelo empresário de consumir e não pagar por uma cerveja, no valor de R$ 16, dando início a uma discussão.

Afirmando que tinha pago pela bebida, Breno e os amigos foram para outro local, mas o empresário foi atrás da vítima, em uma distribuidora de bebidas, e a esfaqueou.

O crime foi registrado por câmeras de videomonitoramento. As imagens mostram que várias pessoas estavam ao redor dos envolvidos quando houve a facada. Uma ambulância do Samu foi acionada, mas ao chegar constatou a morte da vítima. 



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