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Bebê de 1 ano morre vítima de meningite em Vitória

Família do menino disse que ele tinha saúde plena e era vacinado. Ainda assim, passou mal, foi para o hospital e não resistiu

Bebê de 1 ano morre vítima de meningite em Vitória
- Médicos alertam para a importância da vacinação
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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

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Um bebê de 1 ano, morador de Cariacica, morreu após complicações da meningite pneumocócica. Segundo relato da família, em uma rede social, o menino passou mal, foi socorrido e levado para um hospital da rede particular de Vitória, mas não resistiu e morreu, na última terça-feira.

Familiares relataram ainda que o menino “sempre teve saúde plena, era vacinado com a pneumo 15, Meningo B e ACWY (vacinas ofertadas na rede particular para a faixa de idade do menino), além do esquema vacinal completo”.

Neste ano, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foram notificados 683 casos suspeitos de meningites, sendo 181 casos confirmados e 34 óbitos, entre viral, bacteriana e fúngica. Desse total, foram 42 casos confirmados e 13 óbitos por meningite pneumocócica.

A infectologista Rubia Miossi explica que a meningite é uma doença grave, sendo a pneumocócica bacteriana uma das mais comuns. Porém, a meningite meningocócica consegue ser ainda mais grave.

“De todo modo, meningite bacteriana é sempre mais grave do que meningite viral. A bactéria, a impressão que temos, é que ela causa uma inflamação muito maior do que uma infecção por vírus. Por isso, é tão grave. E, se não for tratada, evolui muito rápido”.

A vacina que protege contra a meningite pneumocócica é a pneumocócica – ofertada para crianças no Sistema Único de Saúde (SUS), como pneumocócica 10-valente (contra 10 sorotipos).

VACINA

O esquema vacinal no SUS inclui uma dose aos 2 meses, uma aos 4 meses e um reforço quando a criança completa 1 ano. Já as vacinas pneumocócica 13, 15 e 20 podem ser feitas na rede particular.

Ainda assim, médicos esclarecem que não é possível prevenir 100% de todas as meningites com a vacina, ainda que nas crianças vacinadas o risco de complicação e morte será “incrivelmente menor”, conforme explicou o pediatra e primeiro secretário da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Rodrigo Aboudib.

“Mas isso depende da resposta imunitária da criança, depende da virulência do patógeno que a está agredindo e de uma série de fatores. Numa criança previamente vacinada, se sugere que essa resposta seja melhor e mais forte. Entretanto, cada organismo responde de um jeito, tanto ao estímulo vacinal quanto à agressão de uma bactéria”, explica o médico.

SAIBA MAIS 

Meningite

É uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais, na primavera-verão. O sexo masculino também é o mais acometido pela doença.

Sintomas

– A meningite bacteriana é geralmente mais grave e os sintomas incluem febre, dor de cabeça e rigidez de nuca. Muitas vezes, há outros sintomas associados, como mal-estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e status mental alterado (confusão). Com o passar do tempo, alguns sintomas mais graves de meningite bacteriana podem aparecer, como convulsões, delírio, tremores e coma.

– Os sintomas iniciais da meningite viral são semelhantes aos da meningite bacteriana.

Vacinas

– As vacinas disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana no Sistema Único de Saúde (SUS) são:

– Vacina pneumocócica 10-valente (conjugada): protege contra as doenças invasivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, incluindo meningite. Na rede particular, é possível encontrar a Pneumo 13, 15 e 20 (algumas dessas também estão disponíveis no SUS para quem tem comorbidades).

– Pentavalente: protege contra as doenças invasivas causadas pelo Haemophilus influenzae sorotipo B, como meningite, e também contra a difteria, tétano, coqueluche e hepatite B.

– Meningocócica C (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelo sorogrupo C.

– Meningocócica ACWY (Conjugada): protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A, C, W e Y. O esquema da vacina Meningocócica C é administrado no SUS em crianças de 3 e 5 meses de idade, com reforço  da ACWY aos 12 meses. 
A ACWY também é aplicada na rede pública em adolescentes de 11 a 14 anos de idade. Também é possível vacinar na rede privada, com a vacina conjugada ACWY, crianças de 3 e 5 meses de idade, com reforço aos 12 meses, 5 e  6 anos.

– Já a Meningocócica B está disponível apenas na rede particular.

Fonte: Ministério da Saúde e SBIM.



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