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Cidades

Recém-nascido morre durante transferência para hospital no Noroeste do ES

Fato ocorreu na manhã desta quinta-feira. Segundo o hospital, houve "descumprimento dos protocolos institucionais"

Médica foi demitida por descumprir protocolo institucional
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização



Um recém-nascido morreu, na manhã desta quinta-feira (5), durante uma transferência hospitalar, de São Gabriel da Palha para Colatina, Noroeste do Espírito Santo. De acordo com o hospital, a gestante e o recém-nascido foram transferidos sem estarem acompanhados por um médico.

O hospital não deu detalhes do quadro em que a criança nasceu ou quais foram os motivos que levaram à transferência de unidade.

Por meio de nota, o Hospital São Gabriel, unidade gerida pela AAGH – Associação de Assistência e Gestão Hospitalar, informou que o hospital possui “protocolos assistenciais e de segurança do paciente devidamente estabelecidos”, os quais determinam que transferências desta natureza devem ser acompanhadas por um médico, especialmente em situações envolvendo gestantes. No entanto, eles teriam sido descumpridos.

“Ressalta-se ainda que a unidade mantém dois médicos plantonistas, justamente para assegurar que, em casos de remoção, um profissional acompanhe o paciente enquanto o outro permanece no hospital garantindo a continuidade da assistência na unidade”, informa a nota.

Uma médica acabou demitida. Segundo o hospital, “diante da gravidade do ocorrido e da constatação de descumprimento dos protocolos institucionais”, a AAGH desligou imediatamente a médica, abriu processo administrativo interno para apuração rigorosa dos fatos; registrou boletim de ocorrência “para que a profissional responda pela conduta nas esferas legais cabíveis.”

Além disso, houve a notificação formal ao Conselho Regional de Medicina (CRM), para análise e adoção das medidas disciplinares pertinentes.

A instituição informou que permanece colaborando integralmente com as autoridades competentes para o completo esclarecimento do caso e que lamenta profundamente a morte do recém-nascido.

Procurada, a assessoria de imprensa do CRM informou que o CRM-ES não se manifesta sobre casos concretos, a não ser nos autos. “Conforme disposto no Código de Processo Ético Profissional, todos os trâmites processuais correm em segredo de Justiça”, diz a nota.

A Polícia Civil informou que, até a presente data, não foi localizado qualquer procedimento formal encaminhado à unidade policial para fins de investigação.

A Prefeitura de São Gabriel da Palha, além de determinar a investigação do caso, decidiu ofertar “suporte e acolhimento à paciente e sua família, garantindo cuidado humanizado e integral no âmbito da rede municipal de saúde”.

“O município lamenta profundamente o ocorrido e manifesta sua solidariedade à família neste momento de imensa dor. A Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Assistência Social se colocam à disposição para todo o suporte legal necessário à família. A Prefeitura de São Gabriel da Palha reforça que repudia qualquer conduta que descumpra os protocolos de saúde ou coloque em risco a segurança dos pacientes, reafirmando que não medirá esforços para que os fatos sejam rigorosamente apurados e as responsabilidades devidamente atribuídas. A Secretaria Municipal de Saúde reafirma seu compromisso com a qualidade da assistência, a segurança do paciente e o fortalecimento da rede de atenção materno-infantil, permanecendo à disposição para os encaminhamentos institucionais necessários”, completa a nota.



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