
Os pais, Ana Paula Rangel Machado, 33, e Paulo Machado, 41, que são produtores rurais e moram na comunidade de Buenos Aires, região de montanhas da cidade, seguiam para o hospital quando Ana Paula completava sete meses de gestação, e a bebê acabou nascendo e caindo no chão do carro.
A mãe estava sentada no banco da frente e conta que não deu tempo de segurar a criança. Ao chegarem ao hospital, os pais descobriram que a neném não estava respirando. A equipe médica realizou os procedimentos para reanimar a criança ainda prematura, e ela foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde permanece até hoje.

“Estamos confiantes que em pouco tempo conseguiremos enviá-la para casa. Já conseguimos um aparelho, semelhante ao que ela usa aqui no hospital”.
Alicia tem apresentado melhoras e ficou grande parte do dia sem a ajuda do respirador, mas ainda não é possível retirar o aparelho que auxilia a pequena enquanto dorme. Alicia possui uma displasia pulmonar crônica.
A mamãe de Alicia disse que só tem a agradecer ao hospital. “Minha filha é muito amada neste hospital. As técnicas, enfermeiras e fisioterapeuta decidiram fazer o aniversário dela de 1 ano. Elas só me perguntaram sobre o tema, pediram minha opinião, mas foi tudo elas que fizeram. Eu só tenho a agradecer”, comemorou Ana Paula.
“O hospital virou a minha casa”, diz mãe da criança
A Tribuna – Você vem todos os dias ao hospital?
Ana Paula Rangel – O hospital virou a minha casa. Eu chego aqui às 9h e vou embora às 20h. Eu dou banho nela e acompanho tudo que é feito. O hospital chegou a me liberar para tirar umas fotos dela, porque já estamos aqui há um ano. A família agora a conhece por meio de fotos.
Como foi o parto no carro?
Em casa, senti o líquido saindo (a bolsa estourou) e meu marido achou melhor irmos logo para o hospital. No caminho Alicia nasceu. Não tinha cinco minutos que tínhamos saído de casa. Eu estava no banco da frente. Ela saiu sozinha, e caiu no chão. Era muito pequenininha e não deu tempo de segurar. Ela bateu a cabeça no chão do carro. Teve hemorragia na cabeça, hidrocefalia, e tudo isso regrediu sozinho.
Como é ser mãe na UTI?
Não é fácil estar aqui todos os dias. Eu também trabalhava na colheita com meu marido, mas tive de parar. Ele me substitui aqui somente no domingo, porque só ficou ele para trabalhar. Eu digo para as mães que passam pelo que eu estou passando que nunca desistam, independente do diagnóstico. Só Deus pode dar a palavra final.